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Livro de Michelle Obama à venda desde hoje em 31 países e em 24 línguas

Michelle Obama, a ex-primeira-dama dos EUA, lançou hoje o seu livro 'Becoming', numa edição simultânea em 31 países e em 24 línguas, incluindo Portugal com o título 'A minha história'.

Livro de Michelle Obama à venda desde hoje em 31 países e em 24 línguas
Notícias ao Minuto

20:00 - 13/11/18 por Lusa

Cultura Becoming

Antes ainda de chegar às prateleiras das livrarias, o livro de Michelle Obama 'Becoming' já tinha vendido mais de três de milhões de cópias, digitais e em papel, tornando-se um dos livros mais vendidos do ano.

Para promover a obra, Michelle Obama contratou uma empresa habituada a fazer as digressões de estrelas de rock e vai fazer um roteiro de conferências que passará por várias cidades dos EUA, com lugares pagos.

O lançamento do livro será em Chicago, na United Center, uma arena com capacidade para sentar 23.500 pessoas.

No livro, Michelle, mulher do ex-Presidente dos Estados Unidos, faz um retrato muito duro do atual Presidente, Donald Trump, a quem diz que nunca perdoará por ter estimulado uma teoria da conspiração preconceituosa sobre a naturalidade de Barack Obama.

Donald Trump já reagiu ao lançamento do livro, admitindo que não o conhece e desvalorizando o seu conteúdo político: "Ela recebeu muito dinheiro para escrever um livro e espera-se sempre que traga alguma polémica".

Mas, dirigindo-se aos jornalistas, aproveitou para responder a Michelle Obama: "Bem, vou devolver-lhe um pouco de polémica: eu nunca perdoarei (Barack Obama) pelo que fez aos militares dos nossos Estados Unidos, não os financiando devidamente. Tive de ser eu a resolver isso".

A crítica à classe política conservadora americana está em muitas páginas do livro, mas é Donald Trump quem tem as referências mais duras.

Michelle acusa-o, por exemplo, de ter usado uma linguagem corporal desadequada para atacar Hillary Clinton durante a campanha presidencial de 2016.

De acordo com Michelle, Trump faz passar a imagem de alguém que sabe que pode magoar as pessoas e ficar impune.

Em 'A minha história', Michelle Obama não se restringe a questões políticas, contudo, fazendo um retrato das suas origens, do seu crescimento e do seu percurso pessoal e familiar.

Michelle conta como foi crescer numa família afro-americana de classe média, nos arredores de Chicago e quanto a sua família contribuiu para se tornar no que hoje é.

Os anos que passou a estudar na prestigiada Universidade de Princeton são mencionados como uma fase de consolidação da sua autoconfiança e o espaço onde aprendeu a ignorar de quem dela duvidada.

E não ficam de fora episódios da sua vida mais íntima, como quando revela que sofreu um aborto espontâneo, há 20 anos, e que fez fertilização 'in vitro' para conceber as duas filhas.

O retrato da família e da personalidade de Barack Obama estão muito presentes na obra, com Michelle a explicar porque se apaixonou muito rapidamente por Barack e como o seu casamento atravessou dificuldades durante os oito anos que passou na Casa Branca.

A adaptação a Washington, quando Barack Obama foi eleito Presidente dos EUA, em 2008, e a forma como se procurou adaptar ao papel de primeira-dama recebem a atenção de vários capítulos.

Michelle explica como procurou defender os direitos das mulheres e como lutou por promover hábitos de vida saudável nas famílias americanas, usando os média e as redes sociais digitais, para amplificar o impacto das suas iniciativas.

No final, a autora procura deixar uma mensagem de esperança: "Não se trata de sermos perfeitos. (...) Há força em permitirmo-nos ser conhecidos e escutados, em usarmos a nossa voz verdadeira. E há mérito em estarmos dispostos a conhecer e a ouvir os outros. Para mim, é assim que nos transformamos".

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