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DocLisboa com mais cinema português e mais estreias mundiais

O Festival Internacional de Cinema DocLisboa, dedicado ao documentário, terá este ano mais cinema português e mais estreias mundiais, reflexo da pertinência e relevância dentro e fora de portas, disse hoje Cíntia Gil, da direção.

DocLisboa com mais cinema português e mais estreias mundiais
Notícias ao Minuto

15:30 - 03/10/18 por Lusa

Cultura Festival

O DocLisboa, que começa no dia 18, "cumpriu dois objetivos importantes", referiu Cíntia Gil na apresentação aos jornalistas: "Continuar a ser um local de referência para apresentação de filmes portugueses" e "continuar a ser um festival pertinente e relevante internacionalmente".

Segundo a diretora, há mais filmes portugueses na programação, "filmes de diferentes gerações, de diferentes escritas, de diferentes durações. O festival só tem pertinência quando o meio, do qual nasce e no qual se insere, o reconhece".

Da produção nacional selecionada fazem parte, entre outros, 'Casa Encantada', de Júlio Alves, 'Extinção', de Salomé Lamas, 'Avenida Almirante Reis em 3 andamentos', de Renata Sancho, 'A (im)permanência do gesto', de Manuel Botelho, 'Terra Franca', de Leonor Teles, e dois filmes de Jorge Cramez - 'Antecâmara' - que integra a competição internacional - e 'Actos de Cinema'.

A competição internacional, feita só com estreias mundiais, integra 'Resurrection', de Orwa al Mokdad, um documentário entre a Síria e o Líbano, e 'Goodnight & Goodbye', de Yao-Tung Wu.

A direção do DocLisboa já tinha anunciado anteriormente grande parte da programação, tendo sido acrescentadas hoje algumas novidades, nomeadamente a exibição de 'Fahrenheit 11/9', de Michael Moore sobre a administração de Donald Trump, 'O plano', de Steve Sprung, sobre trabalho, e 'The Silence of others', olhar de de Almudena Carracedo e Rovert Bahar sobre vítimas do franquismo, em Espanha.

Da programação, destaque ainda para a retrospetiva, em parceria com a Cinemateca, dedicada ao realizador colombiano Luis Ospina, que estará em Lisboa.

"Luís Ospina é muito desconhecido ainda em Portugal. Mesmo na Europa percebi que esta retrospetiva com este fôlego é inédita e estamos no terreno que nos parece ideal, que é o de ir mapeando a evolução do documentário no mundo e, neste caso, através de um autor que traz com ele todo um contexto latino-americano, o cinema da Colômbia e um polo muito local", afirmou hoje o diretor da Cinemateca, José Manuel Costa.

Na secção 'Heart Beat' foram incluídos 'Friedkin Uncut', filme de Francesco Zippel sobre o realizador de 'O exorcista', mas também documentários sobre os Depeche Mode, sobre a Blue Note ou sobre Rostropovich, e ainda uma homenagem a Aretha Franklin com 'The blues brothers', de John Landis.

O DocLisboa volta a ocupar os espaços da Culturgest, cinema São Jorge, Cinemateca e Cinema Ideal. A abertura é assegurada com 'The Waldheim Waltz', filme de Ruth Beckerman sobre o antigo secretário-geral da ONU que escondeu o passado durante o regime nazi. Este filme é o candidato da Áustria a uma nomeação para os Óscares.

O encerramento do festival, no dia 28, ficará por conta de 'Infinite Football', de Corneliu Porumboiu.

Nesta edição, o DocLisboa procura ser mais inclusivo, com uma sessão de audiodescrição para cegos e pessoas com deficiência visual, no dia 19 com o filme 'Shut up and play the piano', de Philipp Jedicke.

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