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Coleção 'Biblioteca José-Augusto França' apresentada em Lisboa

Os dois primeiros títulos da coleção 'Biblioteca José-Augusto França', cuja publicação foi iniciada este ano pela Imprensa Nacional, são apresentados hoje, em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Coleção 'Biblioteca José-Augusto França' apresentada em Lisboa
Notícias ao Minuto

12:20 - 21/09/18 por Lusa

Cultura FCG

'Natureza Morta' e 'Charles Chaplin, o 'Self-Made-Myth'' são os dois títulos publicados, no âmbito do projeto da edição, numa seleção das obras a cargo do próprio autor de 95 anos.

A apresentação, às 19h00, no auditório 03 da Fundação, está a cargo dos historiadores de arte Vítor Serrão, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Raquel Henriques da Silva, da Universidade Nova de Lisboa, e de Cristina Tavares, da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

A Imprensa Nacional, tal como anunciou em fevereiro passado, conta publicar 16 volumes de José-Augusto França, autor de ensaios sobre arte, ficção e teatro.

Numa nota de abertura do 1.º volume, 'Natureza Morta', Duarte Azinheira, diretor da Unidade de Publicações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, realça o facto de muitas das obras a publicar terem sido revistas e ampliadas, contando, algumas delas, com material inédito e disperso.

Segundo o responsável, esta coleção "pretende sintetizar, de forma extensa e profunda, os vários lugares de interesse e questionamento do autor - entre ensaios, romance, contos, memórias, teatro - e também reunir o melhor da reflexão de um homem que a UNESCO considerou como um símbolo maior do pensamento europeu".

Numa nota a encerrar o primeiro volume, Irina Georgieva Bokova, que dirigiu a UNESCO de outubro de 2009 a outubro do ano passado, salienta que José-Augusto França tem demonstrado, "de maneira brilhante, a importância da Cultura para a compreensão de toda a sociedade em geral".

Segundo a Imprensa Nacional, os próximos volumes a publicar, no âmbito desta coleção, serão 'Amadeo de Souza-Cardoso, o 'Português à Força'. Almada Negreiros, o 'Português sem Mestre'' e 'Lisboa Pombalina e o Iluminismo'.

Natural de Tomar, no Ribatejo, cidade sobre a qual publicou uma monografia, José-Augusto França doou parte do seu espólio de obras de arte ao Museu Municipal, constituindo o Núcleo de Arte Contemporânea.

Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1944, José-Augusto França, como bolseiro do Estado francês, em 1959, estudou na Unversidade Sorbonne, até 1963, tendo trabalhado, entre outros, com o historiador Pierre Francastel (1900-1970).

Na Universidade de Paris IV (Panthón-Sorbonne), doutorou-se em História, em 1962, com a tese 'Une Ville des Lumèresh la Lisbonne de Pombal', e tornou-se doutor em Letras, em 1969, com a tese 'Le Romantisme au Portugal'.

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