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Os cosplayers à (re)descoberta da Comic Con por terras lusas

A mudança da Comic Con do Porto para Lisboa deu que falar. Mas mais do que a viagem para o centro do país, é a alteração da dinâmica de um espaço fechado para um ao ar livre que está a exigir alguma adaptação aos visitantes, nomeadamente a um grupo muito especial: os cosplayers.

Os cosplayers à (re)descoberta da Comic Con por terras lusas

A Comic Con já fez a sua estreia no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, a nova morada depois de nos últimos quatro anos a Exponor ter sido o palco privilegiado.

O maior evento da cultura pop fez as malas por terras lusas. Mas a principal mudança talvez não seja de pontos cardinais, com esta viagem de Norte para Sul, mas de espaço e atmosfera. Desta vez a Comic Con faz-se ao ar livre, com tendas e pavilhões diversos mas também mais dispersos, num espaço já bem habituado a grandes multidões.

O dia era de sol nesta sexta-feira mas se alguma luz é apreciada por muitos visitantes, há quem encontre aqui novo desafio, um capaz de se colar à pele. Para os cosplayers (uma das curiosidades da Comic Con é que há visitantes que são autênticas atrações ambulantes), esta é uma nova experiência.

Gonçalo Torres fala-nos por trás de uma máscara de Rorschach, anti-herói do clássico 'Watchmen', com a sua respiração a dar-nos por momentos a sensação de sombras em movimento. Veio do Porto e já conhecia estas andanças da Comic Con.

“Penso que no Porto as coisas estavam melhor organizadas. Isto aqui está um bocado espalhado”, afirma. O calor pode ser um inimigo para os cosplayers. “No verão, ao ar livre, eu vim com uma gabardina e há muito pessoal que costuma vir com fatos com muito tecido”. Mas, de uma forma geral, Gonçalo salienta que este é “um espaço agradável”.

Notícias ao MinutoDo Porto até Lisboa, à (re)descoberta da Comic Con© Pedro Filipe Pina/Notícias ao Minuto

Uma das sensações na edição deste ano em termos de cosplay é, no mínimo, curiosa e surpreendente, trata-se de uma dupla bem conhecida dos anúncios do Ferrero Rocher: o Ambrósio e a Madame. “Há cerca de três anos que vimos com este cosplay. Já fomos assim ao Porto. A ideia foi dela. Isto foi reciclado de um carnaval”, conta João ‘Ambrósio’ Mendes.

Sobre as diferenças entre as edições no Porto e esta agora em Lisboa, uma opinião semelhante à do Rorschach. “É diferente. Acho que a do Porto se calhar tinha uma organização melhor. Há uma nova disposição das bancas e de todos os auditórios, a questão meteorológica também pode não ajudar. Por exemplo, hoje está muito sol e ontem esteve muito frio. São condições diferentes”.

“Para os cosplayers não ajuda. Este ano ainda não vi ninguém a arriscar fatos muito elaborados, talvez pelo medo das condições meteorológicas. Acho que as pessoas ficaram um pouco de pé atrás”, conta-nos Núria Santos que, ao contrário da Madame do anúncio dos chocolates, tem ideia do que poderia querer de diferente. “Acho que podia funcionar melhor num pavilhão, um centro de congressos, como a FIL”, destaca.

Notícias ao MinutoUma Comic Con ao ar livre traz desafios aos cosplayers© Pedro Filipe Pina/Notícias ao Minuto

No entanto, este nova dinâmica ao ar livre parece ter agradado a outras pessoas. “Para quem como eu faz cosplay de mangas compridas, dentro de um pavilhão aquilo é muito abafado e não dá para andar como aqui”, frisa Leonor Lima, uma cosplay de Pikachu, estrela do universo Pokémon, que se estreia na Comic Con mas que já esteve em eventos do Iberanime.

Notícias ao MinutoPokémon continua a manter uma fiel legião de fãs© Pedro Filipe Pina/Notícias ao Minuto

É que isto do cosplay tem muito que se lhe diga e é fácil de perceber a preocupação natural com as condições que se vão encontrar por parte de quem leva meses a criar um fato. Saliente-se que, quem quiser, pode ir de cara limpa e redescobrir-se no recinto da Comic Con, já que uma das bancas é precisamente de 'cosplaymética'.

Porém, muitos cosplayers fazem os seus próprios fatos, que são pensados ao pormenor. São os casos de Cláudia e Luís Berardo. Ela veio de Loki e ele de Thor, deuses nórdicos que se tornaram das personagens mais célebres do universo Marvel. “Fizemos tudo e levámos cerca de três meses a preparar este cosplay”, revela Cláudia, que acrescenta que vestir o fato também é uma aventura, uma demorada. “São três horas para nos vestirmos”.

Luís e Cláudia também já tinham estado nas edições da Comic Con no Porto, embora encarnando outras personagens. É que as decisões sobre o cosplay muitas vezes implicam antecedência. Quando uma Comic Con termina, “é aí que começamos a pensar no que vamos vestir no próximo ano”, explica-nos Luís. O tempo claramente é um aliado para que o cosplayer se apresente no seu melhor. Palavra de Thor. E de Loki.

Notícias ao MinutoCosplay requer planeamento. Meses antes da Comic Con há ideias a brotar© Pedro Filipe Pina/Notícias ao Minuto

A organização da Comic Con experimentou um modelo ao ar livre, uma 'roupagem' também ela diferente do habitual. A palavra chave parece mesmo ser adaptação a este novo espaço. Um processo pelo qual os fãs estão agora a passar, sem receio. Afinal de contas, não há razão para ter receio quando vestimos as capas dos nossos heróis. 

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