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Companhia de Dança quer Viseu como foco privilegiado de formação

A diretora artística da Companhia de Dança Paulo Ribeiro disse hoje à agência Lusa que quer que o Summer Lab seja um "foco privilegiado" a nível nacional e internacional de forma a descentralizar a formação de dança.

Companhia de Dança quer Viseu como foco privilegiado de formação
Notícias ao Minuto

13:59 - 15/07/18 por Lusa

Cultura Diretora

o nosso objetivo que, não só dentro do país, esta oferta formativa se descentralize, porque normalmente estes cursos estão mais localizados nos grandes centros urbanos, mas também que o nome não só da companhia [Paulo Ribeiro] como do próprio teatro [Viriato], mas principalmente, o nome de Viseu, seja difundido internacionalmente e que o Summer Lab seja um foco privilegiado em termos de formação de dança", anunciou São Castro.

A diretora revelou que as 41 participações no curso intensivo de dança, o Summer Lab, entre segunda e sexta-feira, "para uma primeira edição é um número fantástico" e "já estão a ser pensadas futuras edições e o que é que poderá vir para o ano que seja diferente em termos de programa e que seja igualmente apelativo".

"Queremos que se repita, claro, e sempre a pensar no complemento - que nós, nós Companhia Paulo Ribeiro e Teatro Viriato, esta sinergia entre os dois - à experiência académica que os estudantes do país têm, porque é muito vulgar os estudantes de dança terem de sair para terem contacto com uma semana destas ou entrarem em contacto com outras metodologias ou com técnicas novas que estão sempre a surgir", admitiu.

Nesta primeira edição, São Castro disse que juntaram "a prata da casa, e que está lá fora, e que conseguiu carreiras internacionais de muito relevo", como Roger Van Der Poel, na dança clássica, Catarina Carvalho com 'mind and movement/studio Wayne Mcgregor' e João Fiadeiro com composição em tempo real, o improviso.

Menghan Lou é chinês, "o único que não tem nacionalidade portuguesa", e apresenta um laboratório coreográfico e o painel de formadores conta ainda com os residentes em Viseu, São Castro e António Cabrita, na dança contemporânea.

Uma semana "intensiva de formação que mais não é que uma troca de experiências e de aprendizagem entre os formadores e os participantes e também de entre os próprios participantes" que surgem de todo o país e estrangeiro.

"Temos inscrições de várias escolas de dança, como Coimbra, Lisboa, Porto. Temos cinco participantes daqui, da escola Lugar Presente, da Companhia Paulo Ribeiro, e também a nível internacional temos pelo menos três pessoas, Inglaterra, Itália e Espanha, porque queremos isto a nível internacional", reforçou.

Os 41 formandos estão divididos em três grupos, tendo em conta a idade e a experiência na dança. O grupo A, com 18 inscritos, é composto por estudantes da área da dança entre os 15 e 18 anos.

O grupo B congrega 15 estudantes e profissionais da área e é para maiores de 18 anos e, tal como o grupo A, têm 42 horas de formação e cinco disciplinas integradas, sendo que são os participantes com mais aulas e horas de formação.

O grupo C, para maiores de idade, mas não profissionais, conta com sete inscritos, um deles o formando mais velho, uma professora de matemática de 52 anos, e é um grupo em que todos estão em plena atividade laboral, com profissões completamente distintas e variadas, mas com interesse pela dança.

"Ou porque tiveram alguma formação enquanto jovens e agora veem esta possibilidade de continuarem neste contacto com o corpo ou porque já têm algum contacto com a dança, como as danças de salão ou a ioga (...) e são pessoas que têm muita disponibilidade física de responderem muito bem aos desafios que são criados pelo formador", explicou.

Este grupo C é "essencialmente, composto por pessoas da região, algumas são de perto, são pessoas que estão a gerir a sua vida profissional com este evento, algumas fizeram férias para conseguirem esta formação".

São Castro defendeu que este Summer Lab é uma oportunidade, para os jovens estudantes, profissionais e não profissionais, de colocarem o corpo em duas vertentes: o corpo que recebe e o corpo que oferece.

"Que recebe, porque tem a ver coma a apreensão e a aprendizagem de todas as técnicas clássica e contemporânea. E depois que oferece, porque vai ter oportunidade, nas outras disciplinas, de colocar o corpo como um verdadeiro intérprete, o de saber estar num grupo para a construção de uma coreografia", explicou.

A diretora artística defendeu que é, igualmente, uma forma de "perceber o método de um outro coreógrafo, com o seu processo criativo, como ele pensa o corpo para criar as suas peças" e é também o oferecer "a disponibilidade do seu corpo, para a pessoa se desprender de uma certa inibição que possa sentir e deixar-se ouvir, deixar ouvir o seu corpo para a improvisação".

O Summer Lab termina na sexta-feira, sem qualquer apresentação ao público, "como é normal neste tipo de evento", referiu São Castro, "porque o objetivo é que os participantes venham e não estejam preocupados com uma apresentação final, com um público".

"Queremos que eles se foquem na experiência, na semana intensiva que eles vão ter e que apreendam, absorvam e, como eu dizia, porque era o que eu sentia quando era estudante de dança, que venham esfomeados e ávidos desta aprendizagem e deste contacto com estes formadores que têm currículos fabulosos", rematou.

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