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Alive: A noite era dos Arctic Monkeys, o rock foi dos Nine Inch Nails

A 12.ª edição do festival NOS Alive já começou e o primeiro dia foi de rock. O festival levou Nine Inch Nails e Arctic Monkeys ao Passeio Marítimo de Algés.

Nine Inch Nails

Notícias ao Minuto

05:51 - 13/07/18 por Anabela de Sousa Dantas

Cultura Festival

Quem fechou esta primeira noite do festival NOS Alive foram os Arctic Monkeys, mas quem gritou mais alto foram os maduros Nine Inch Nails. A banda norte-americana, com 30 anos de experiência, trouxe ao Passeio Marítimo de Algés a energia e o poder de talento sedimentado.

Os Nine Inch Nails, recorde-se, já não vinham a Portugal desde o festival de Paredes de Coura de 2009, há nove anos, por altura da digressão ‘Wave Goodbye’, antes do segundo hiato da banda. Agora, apresentam ‘Bad Witch’, lançado em junho, o terceiro e último lançamento de uma trilogia que começou em dezembro de 2016 com ‘Not the Actual Events’ e continuou em 2017 com ‘Add Violence’.

Trent Reznor - vocalista, compositor, produtor, multi-instrumentalista – tem 53 anos e um vigor invejável. Em palco, cede ao monstro do rock que é a força motriz de NiN, uma banda com um cardápio industrial de rock, metal, punk, eletrónico, e até atmosférico.

A lista de canções foi curta e entregue sem encore – não havia muito tempo, os Arctic Monkeys tocavam a seguir. Foram apresentadas canções de ‘Add Violence’ e de ‘Bad Witch’, mas são os clássicos que afinam a energia do público. ‘Head Like a Hole’, do primeiríssimo álbum, ‘Pretty Hate Machine’ (1989), ‘The Hand That Feeds’, de ‘With Teeth’ (2005), e ‘Copy of a’, de ‘Hesitation Marks’ (2013). ‘Piggy’, ‘March of The Pigs’ e ‘Closer’ foram momentos intensos, com ‘Hurt’ a fechar com chave de ouro o legado de ‘The Downward Spiral’, álbum obrigatório de 1994.

Nota especial para a inclusão de uma versão de ‘I’m Afraid of Americans’, canção de David Bowie que contou com a contribuição de Reznor em 1995. Uma bonita homenagem.

Reznor faz-se acompanhar nesta digressão por Robin Finck, na guitarra, Alessandro Cortini, nas teclas, Ilan Rubin, na bateria, e Atticus Ross, no som. Ross, sublinhe-se, é vencedor de um Óscar da Academia para Melhor Banda Sonora Original (‘The Social Network’), juntamente com Reznor. Colaborador de longa data da banda, foi integrado oficialmente como o segundo membro fixo (o único era Reznor) em 2016.

Os Arctic Monkeys, a banda mais aguardada deste primeiro dia de festival, começaram a tocar pouco depois da meia-noite. Alex Turner, o vocalista, de 32 anos, entrou em palco, como vem sendo hábito, de cabelo penteado para trás e fato - agora menos ‘rockabilly’ e mais ‘jazz’ -, mas a roupagem que interessa, a musical, não convenceu.

A banda britânica, cuja génese está no rock de garagem, chegou aos ouvidos do público com a energia punk-rock, rock de garagem ou até rock adolescente, se for preferível, de ‘Whatever People Say I Am, That's What I'm Not’ (2006), ‘Favourite Worst Nightmare’ (2007) e ‘Humbug’ (2009). Os álbuns que se seguiram, especialmente este que apresentam agora, ‘Tranquility Base Hotel & Casino’, foram assistindo a um amadurecimento da sonoridade. Esta quinta-feira, não foi possível conciliar o novo e o antigo, respeitando os dois.

Recorde-se que, no palco principal, passaram ainda Bryan Ferry, Snow Patrol e Miguel Araújo, como pode ver na galeria acima.

A 12.ª edição do festival NOS Alive continua esta sexta-feira, com os Queens of the Stone Age como cabeça de cartaz. 

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