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Prémio alternativo ao Nobel da Literatura tem 47 candidatos para votação

Os nomes dos candidatos ao prémio alternativo ao Nobel da Literatura estão disponíveis para votação pelo público através do 'site' da Nova Academia, criada como protesto por um galardão dedicado à empatia e ao respeito.

Prémio alternativo ao Nobel da Literatura tem 47 candidatos para votação
Notícias ao Minuto

16:18 - 12/07/18 por Lusa

Cultura Nova Academia

No total, são 47 nomes oriundos de todo o mundo e as votações podem ser realizadas no 'site' da Nova Academia, sendo possível votar até dia 14 de agosto.

Com base nos resultados das votações 'online' vão apurar-se três candidatos, aos quais se juntará um quarto nomeado pelos bibliotecários suecos.

Os quatro candidatos, dos quais dois serão mulheres e dois serão homens, vão, posteriormente, ser expostos a um painel de jurados especializados.

Os Estados Unidos encabeçam a lista de nomeados com 13: Joyce Carol Oates, Marilynne Robinson, Don DeLillo, Siri Hustvedt, David Levithan, Donna Tartt, Nnedi Okorafor, Amos Oz, Paul Auster, Thomas Pynchon, Cormac McCarthy, Meg Rosoff e Jamaica Kincaid.

A Suécia é representada por 12 escritores, tornando-se assim os dois países com maior número de candidatos.

Sara Stridsberg, Ulf Lundell, Jonas Hassen Khemiri, Sara Paborn, Jessica Schiefauer, Agneta Pleijel, Inger Edelfeldt, Kerstin Ekman, Jenny Jägerfeld, Johannes Anyuru, Jens Ganmane Sara Lövestam são os autores suecos eleitos para votação.

O Reino Unido conta com nomeações de Zadie Smith, J.K. Rowling, Ian McEwan, Jeanette Winterson e Neil Gaiman, seguidos, de imediato, pelo Canadá, com Anne Carson, Margaret Atwood e Kim Thúy.

Silvia Avallone e Elena Ferrante são as autoras eleitas de Itália e, à semelhança deste país, França também conta com dois eleitos: Nina Bouraoui e Édouard Louis.

Os restantes países contam todos apenas com um autor eleito para votação, tendo nomes como Jón Kalman Stefánsson, da Islândia, Maryse Condé, de Guadalupe, Chimamanda Ngozi Adichie, da Nigéria, Amos Oz, de Israel, Ngugi wa Thiongo, do Quénia, Olga Tokarczuk, da Polónia, Arundhati Roy, da India, Haruki Murakami, do Japão, Sofi Oksanen, da Finlândia e, por último, Peter Stamm da Suíça.

A Nova Academia foi fundada este ano, por várias figuras culturais suecas, entre as quais jornalistas e autores, como forma de protesto ao cancelamento do Prémio Nobel por parte da Academia Sueca.

O painel de jurados é constituído pela editora Ann Pålsson, pela professora universitária Lisbeth Larsson e pela bibliotecária Gunilla Sandin.

O vencedor será anunciado em outubro, como é habitual no Prémio Nobel, e irá haver uma cerimónia formal para entrega do prémio no dia 10 de dezembro.

A Nova Academia será dissolvida a 11 de dezembro, um dia após a cerimónia formal.

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