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Há uma fórmula para triunfar na Eurovisão? O que dizem os dados

Analistas de dados do BBVA debruçaram-se sobre o festival da Eurovisão. Há padrões que se repetem mas também exceções a ter em conta. Que o diga Salvador Sobral.

Há uma fórmula para triunfar na Eurovisão? O que dizem os dados
Notícias ao Minuto

11:43 - 12/05/18 por Pedro Filipe Pina 

Cultura BBVA

E eis que um ano após o triunfo de Salvador Sobral em Kiev, a Eurovisão se prepara para coroar uma nova canção, e logo em Lisboa.

A Altice Arena recebe esta noite a grande final da Eurovisão. São 26 canções a concurso numa altura em que há alguns favoritos a destacar-se.

No ano passado, Portugal viu como a música melancólica, com toques de Jazz e em português dos irmãos Sobral surpreendeu a Europa, garantindo a primeira vitória lusa.

À medida que a grande final se aproximava, 'Amar Pelos Dois' foi subindo nas casas de apostas, contando-se entre os favoritos na final que acabou mesmo por vencer. Mas será que 'Amar pelos dois' é receita para o sucesso? Não. Na verdade parece ser até a exceção à regra. Mas de que 'regras' falamos quando falamos de música?

Analistas de dados do BBVA debruçaram-se sobre os vencedores da Eurovisão desde 2000 até agora para tentarem perceber que padrões se repetem com maior frequência. Com a ajuda do Spotify, "que utiliza o 'machine learning' para analisar dezenas de métricas de cada canção para servir de base ao seu sistema de recomendação" , chegaram a uma fórmula. 

O BBVA Data & Analyticcentrou-se em algumas variáveis em particular (sonoridade, se é dançável, tempo, energia, tom, acústica, letra, entre outras). "Os dados não dizem quem vai ganhar mas ajudam a descrever os ingredientes que têm marcado a receita de sucesso na história mais recente da Eurovisão", adiantam.

"Uma canção típica da Eurovisão é suave e relativamente acústica, com uma sonoridade mais alta do que a média". Geralmente são músicas com sentido positivo embora esta positividade esteja a msotrar tendência para diminuir, em particular desde 2008 (curiosamente, ou não, ano que coincide com o início da crise financeira). 

Outra característica curiosa é que as canções da Eurovisão nem sequer costumam ser grandes sucessos de verão. "O baile é para o verão", escrevem mesmo.

Os analistas do BBVA realçam ainda Salvador Sobral no texto como uma "destacável exceção". 'Amar pelos Dois' era "especialmente suave, lenta e melancólica", fugindo assim a características mais comuns a outros vencedores.

Para se perceber melhor como isto se aplica às músicas, nada melhor do que exemplos. A canção do Chipre, 'Fuego', é apresentada como a mais 'veraneante' (leia-se, típica para ser sucesso de dançar durante o verão).

Aquela que é apontada como a canção mais 'eurovisiva', ou seja, que se aproxima mais da 'fórmula' métrica, é a da Noruega, 'And That's How You Write a Song'. Curiosamente, a canção que, à data da análise, estava a ter maior atenção no Spotify é a da Suécia, 'Dance You Off'.

Os analistas do BBVA explicam que se a tradição da Eurovisão no século XXI se mantiver, é possível que 'Toy', de Israel', e 'Fuego', do Chipre - músicas que têm liderado as apostas - venham a ser as "grandes desilusões" da noite, já que não seguem as "tendências das típicas melodias eurovisivas". 

Mas, como os próprios não deixam de destacar, os dados dão apenas pistas. A vitória de Salvador Sobral é boa prova de que, na Eurovisão, a tradição nem sempre é o que era.

Este ano, nunca é demais lembrar, as atenções dos portugueses estão com 'O Jardim', canção suave, em crescendo e cantada em português que Cláudia Pascoal e Isaura vão mostrar à Europa e ao mundo.

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