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Prestação da casa pode subir até 251€ este mês. Simule quanto vai pagar

Qual será o impacto no seu caso em particular? O Doutor Finanças disponibiliza um simulador da Euribor que permite "ter uma ideia de como a sua prestação mensal será afetada pelo aumento dos juros".

Prestação da casa pode subir até 251€ este mês. Simule quanto vai pagar

A prestação da casa paga pelos clientes bancários no crédito à habitação vai subir acentuadamente este mês, sendo que o aumento pode atingir os 251 euros, nos contratos indexados à Euribor a três, seis e 12 meses, face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.

Qual será o impacto no seu caso em particular? O Doutor Finanças disponibiliza um simulador da Euribor - ao qual pode acede aqui - que permite "perceber como pode evoluir a prestação do seu crédito habitação". 

"Para ter uma noção mais real do que pode acontecer à sua prestação, precisa de escolher o prazo da taxa Euribor (pode ser a três, a seis ou a 12 meses). A seguir coloque o mês em que aconteceu a última revisão da prestação e o spread que está associado ao contrato", explica a empresa especializada em finanças pessoais.

Depois, "ao colocar o valor em dívida e o número de prestações mensais em falta, o simulador apresenta-lhe a prestação atual". Mais: "Para perceber o que acontece à sua prestação com a evolução da Euribor, utilize a barra dinâmica disponível no simulador".

Prestação da casa sobe entre 108 e 251 euros em dezembro

Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um 'spread' (margem de lucro do banco) de 1%, passa a pagar a partir de agora 658,67 euros, o que traduz uma subida de 186,07 euros face à última revisão em junho e acima do agravamento de 170,83 euros de quem teve o contrato revisto em novembro.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições (valor e prazo de amortização), mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 618,34 euros, mais 108,18 euros.

Também aqui se verifica um agravamento em cerca de oito euros na prestação face aos contratos com as mesmas características cuja prestação renovou em novembro.

Estes valores foram calculados tendo em conta as médias da Euribor no mês de novembro de 2,321% a seis meses e de 1,825% a três meses.

Já nos empréstimos indexados à Euribor a 12 meses, a prestação da casa - para um empréstimo nas condições referidas - será de 701,33 euros a partir deste mês de dezembro, um agravamento de 251,69 euros face ao que pagava desde dezembro de 2021. Neste caso, o valor foi calculado tendo em conta a média da Euribor a 12 meses em novembro e que foi de 2,828%.

A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras BCE.

Após vários anos em terreno negativo, as Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro.

De então para cá o BCE já aumentou as taxas diretoras por três vezes, a primeira das quais em julho, sendo este o primeiro agravamento em 11 anos.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022). Já a Euribor a três meses entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015. A Euribor a 12 meses ficou negativa em 05 de fevereiro de 2016, estando positiva desde 21 de abril.

Para que servem as Euribor? 

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Perante o agravamento do custo com os créditos à habitação, o Governo aprovou um diploma que enquadra as condições em que os bancos devem propor aos clientes uma renegociação do crédito de forma a evitar situações de incumprimento. As medidas vigoram entre 26 de novembro de 2022 e o final de 2023.

No âmbito deste pacote de medidas é ainda suspensa a cobrança de comissões aos clientes que pretendam amortizar o empréstimo em parte ou na totalidade.

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