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Casafari cria unidade de arrendamento de apartamentos unifamiliares

A Casafari criou uma unidade de negócio dedicada ao arrendamento de apartamentos unifamiliares, prevendo atrair 50 milhões de euros em 2023 e 100 a 200 milhões nos anos seguintes para o sul da Europa, um terço dos quais para Portugal.

Casafari cria unidade de arrendamento de apartamentos unifamiliares
Notícias ao Minuto

11:18 - 15/09/22 por Lusa

Casa CASAFARI

"Esperamos que cerca de um terço do capital angariado seja aplicado em Portugal no próximo ano", afirmou a 'head of Real Estate' da tecnológica imobiliária, Tiffany Yiu, em entrevista à agência Lusa.

Explicando que "os investidores tendem a alocar fundos para a estratégia e a região em geral", a responsável ressalvou, por isso, que "o valor exato depende da evolução em tempo real dos preços e oportunidades de cada mercado".

De acordo com a 'Casafari Market Data', o valor de mercado de Lisboa e Porto em arrendamento de apartamentos unifamiliares ('Single Family Rental' ou SFR) é de 23.100 milhões de euros anuais combinados, valendo a capital 15.600 milhões de euros e a cidade invicta 7.500 milhões.

A justificar a agora anunciada criação de uma nova unidade de negócio de SFR está o "forte interesse" no investimento neste segmento.

"Devido à inflação alta, ao custo de energia crescente, ao aumento das taxas de juro para habitação e à diminuição do número de novas construções motivada pelo aumento dos custos de construção, a oferta de arrendamento de imóveis a longo prazo está a diminuir. Todos estes fatores contribuem para um forte interesse no investimento em 'Single-Family Rental'", explica a Casafari em comunicado.

Por sua vez, Tiffany Yiu considera que "o forte interesse dos investidores no mercado imobiliário de arrendamento e a agregação de apartamentos unifamiliares representam uma nova forma de ganhar exposição num setor financeiramente resiliente".

"Além disso, a exaustiva base de dados imobiliários da Casafari permite a esta nova unidade de negócio avançar com total transparência de dados em diversos países na Europa, uma vez que nenhuma outra plataforma permite fazê-lo de forma independente", acrescenta.

Segundo a tecnológica imobiliária, "o mercado SFR já é uma classe de ativos em rápido crescimento nos EUA, onde pelo menos 45.000 milhões de dólares [cerca de 45.000 milhões de euros] em capital foram aplicados por investidores institucionais, gestores, REIT [fundos imobiliários, do inglês 'Real Estate Investment Trust'] e bancos de investimento em 2021".

No sul da Europa, "onde a aquisição de casa própria é muito mais alta do que os pares europeus (com cerca de 70% de 'stock'), há uma falta de habitação para arrendamento profissionalizado a longo prazo (abaixo de 10%)", salienta.

Neste contexto, a Casafari diz ter optado por criar uma unidade dedicada a este segmento e por "reforçar a equipa de gestão com investidores e operadores imobiliários experientes, que possuem um amplo conhecimento do setor de arrendamento residencial no mercado local" e irão gerir 'portfolios' em nome dos investidores: Tiffany Yiu para o cargo de 'head of Real Estate', Javier Vidal para 'head de Finanças' e Carlo Magnoni para 'head of Capital Markets'.

À Lusa, Tiffany Yiu explicou que os investidores da Casafari "concentram-se principalmente em apartamentos de zero a três quartos, num trajeto de 30 minutos até ao centro da cidade", pelo que "a elevada concentração de população e habitação em Lisboa e Porto, em comparação com Portugal como um todo, aumenta exponencialmente a oportunidade de mercado".

"O produto de arrendamento de longo prazo, gerido profissionalmente, que caracteriza a estratégia SFR é uma solução habitacional muito necessária para aliviar a falta de habitação no mercado português com uma procura consistentemente crescente", referiu.

Na opinião desta responsável, o aumento do número de apartamentos para arrendamento geridos profissionalmente no setor "irá contribuir em muito para aliviar a falta de habitação unifamiliar".

Paralelamente, "ao mesmo tempo que se aumenta a oferta de habitação, evita-se a construção nova, que por norma tem mais comodidades, preços mais elevados, etc. do que o SFR".

"Com os objetivos de redução de carbono da Europa e a alteração do quadro regulamentar em torno dos requisitos dos Certificados de Desempenho Energético, muitos dos nossos investidores têm planeado orçamentos de renovação destinados a melhorar a eficiência energética do parque habitacional mais antigo, o que será crucial para manter a viabilidade a longo prazo das propriedades existentes de uma cidade", remata a 'head of Real Estate'.

A Casafari apresenta-se como "a primeira 'network' imobiliária independente da Europa", ligando "mais de 450 mil profissionais e investidores imobiliários através de funções MLS (Serviço de Listagens Múltiplas) a uma base de dados imobiliária completa que cobre todas as classes de ativos em Portugal, Espanha, Itália e França".

Sediada em Lisboa desde 2018, a empresa desenvolveu várias aplicações "à medida das necessidades do mercado imobiliário", como a pesquisa de propriedades, análise comparativa de mercado e 'market analytics', com atualização em tempo real.

Com base em 'machine learning' e operações de dados, a Casafari "indexa, limpa, classifica e combina, automaticamente, milhões de listagens de propriedades duplicadas em milhares de portais e 'websites', em diferentes línguas".

Entre os seus clientes estão marcas como a Sotheby's International Realty, Coldwell Banker, franchises da RE/MAX, Savills, Fine & Country, Engel & Voelkers, Keller Williams e investidores e promotores como Stoneweg, Kronos, Vanguard Properties e Vic Properties.

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