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Estrangeiros compram 40% das casas vendidas pela JLL no 1.º trimestre

Os estrangeiros compraram 40% das residências vendidas pela consultora imobiliária JLL no primeiro trimestre deste ano, destacando-se os norte-americanos como os mais ativos num mercado que a empresa diz continuar com mais procura do que oferta.

Estrangeiros compram 40% das casas vendidas pela JLL no 1.º trimestre

"O mercado residencial português continua a ser um íman de atração de compradores internacionais", afirma a consultora em comunicado hoje divulgado, destacando que continua "fortemente dinâmico, exibindo níveis de atividade cada vez mais elevados, não sendo prejudicadas pelos aumentos da inflação e dos custos de construção, pelas mudanças no programa de Golden Visa ou pela guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

A consultora considera que, apesar do número crescente de novos projetos e obras lançadas, o produto disponível no mercado continua a ser escasso face aos elevados níveis de procura, que diz continuar a exceder largamente a oferta.

No destino residencial Lisboa, a consultora registou uma subida de preços nas zonas com novos projetos e, no final do primeiro trimestre, registava um preço médio de venda de 4.200 euros por metro quadrado, mais 7,6% do que no mesmo período de 2021, sendo que no caso da habitação nova este valor subiu 11,4% para 7.600 Euro/m².

Segundo a JLL, esta tendência em alta foi ainda mais acentuada no segmento mais elevado do mercado, subindo o valor médio de venda 7,8% em termos homólogos anuais, para 6.500 Euro/m², e no caso dos novos o crescimento chegou a 35% para um valor médio de 10.200 Euro /m² na Avenida da Liberdade, Chiado e Príncipe Real.

No Porto, no primeiro trimestre, o valor médio de venda rondava os 2.800 Euro/m², subindo para os 3.900 Euro/m² no caso da habitação nova, traduzindo crescimentos homólogos anuais de 21,8% e 15,3%, respetivamente.

"Ao longo dos próximos meses prevê-se uma estabilização nos níveis de preços, mas sem que se vislumbrem ajustes em baixa devido quer ao aumento dos custos de construção, quer ao continuado desajuste entre os níveis de oferta e procura", destaca a consultora.

Os dados da consultora, relativos ao primeiro trimestre, mostram que o investimento em imobiliário teve uma quebra homóloga de 30% para 180 milhões de euros, mas estimam que a atividade cresça ao longo dos próximos trimestres e que 2022 registe um "forte dinamismo".

Os escritórios foram a classe mais dinâmica, no relatório trimestral da consultora, captando 75% do investimento realizado entre janeiro e março, seguindo-se os setores industrial e de logística, com 18%, e o retalho e alternativos, com pesos de 6% e 1%, respetivamente.

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