Meteorologia

  • 01 DEZEMBRO 2021
Tempo
13º
MIN 6º MÁX 18º

Edição

Mercado Agentes 'Efeito dominó' da Evergrande? Novo ...

'Efeito dominó' da Evergrande? Novo buraco de 250 milhões no imobiliário

Depois da Evergrande, foi a vez da Modern Land China de falhar o pagamento de 250 milhões de dólares aos seus credores. O promotor imobiliário chinês que utiliza tecnologias verdes na construção de habitação tornou-se assim na mais recente empresa em incumprimento.

'Efeito dominó' da Evergrande? Novo buraco de 250 milhões no imobiliário

O sismo provocado pelos sucessivos incumprimentos da Evergrande está a deixar várias réplicas no setor do imobiliário naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo. Agora, foi a vez da Modern Land China Co., empresa construtora de casas com soluções que poupam energia, não ter sido capaz de cumprir com o pagamento de 250 milhões de dólares (aproximadamente 215,46 milhões de euros no câmbio atual), de um cupão que expirava ontem, 25 de outubro, aos seus credores.

Segundo comunicado a que a Aljazeera teve acesso, na sequência da falha de pagamento, a Fitch Ratings já informou que desvalorizou a empresa para o incumprimento restrito de C.

O grupo imobiliário chinês tentou alienações, contraindo empréstimos e adicionando investidores estratégicos antes de não fazer o pagamento, escreve a Aljazeera citando a plataforma financeira chinesa Cailian. Na semana passada, encerrou uma proposta de prorrogação da maturidade do título por três meses.

Os mutuários chineses entraram em incumprimento em cerca de 9 mil milhões de dólares (7,76 mil milhões de euros) de títulos offshore este ano, com a indústria imobiliária a representar um terço desse montante. Isto porque as autoridades travam uma influência excessiva no setor imobiliário durante a crise da Evergrande que deixou muitos investidores em todo o mundo no limite.

Foram vários os grupos imobiliários que falharam este mês, embora a Evergrande tenha feito um pagamento de juros sob um título emitido em dólares, poucos dias antes de entrar formalmente em incumprimento. Ainda assim, os credores da gigante do imobiliário estão a preparar-se para uma eventual reestruturação da dívida que poderá figurar entre as maiores de sempre na China.

Os decisores políticos estão a tentar evitar que estas questões gerem 'efeito dominó'. Paralelamente, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China exortou as empresas a fazerem preparativos ativos para o reembolso de obrigações offshore num simpósio com algumas empresas das principais indústrias.

Leia Também: China e Estados Unidos têm "amplo diálogo" sobre economia

Campo obrigatório