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Oferta de casas estagnou na última década, revela consultora imobiliária

A oferta habitacional estagnou e a venda de casa nos últimos dez anos ficaram 40% abaixo do registado na década anterior, resultando numa subida dos valores médios de venda em 25%, segundo o estudo hoje divulgado pela JLL.

Oferta de casas estagnou na última década, revela consultora imobiliária

A oferta habitacional estagnou na última década, apresentando um aumento residual de apenas 1%, com o parque habitacional a passar de 5,88 para 5,96 milhões de casas, entre 2011 e 2021. Destes, apenas cerca de um terço tem menos de 20 anos. Contudo, a necessidade de reabilitação é ainda evidente, apesar da dinâmica dos últimos anos.

Paralelamente, a procura encontra-se em níveis máximos, mas com um perfil mais diversificado dada a atratividade do país para compradores internacionais. Isto porque se em 2012, a presença da procura estrangeira não chegava aos 5% dos fogos vendidos, em 2020, estima-se que esta quota esteja próxima dos 11%

Assim, a oferta encontra-se aquém da procura, com o número de casas vendidas na última década a ficar 40% abaixo do período homólogo, apesar do aumento (76%) do volume de vendas nos últimos cinco anos. Este desequilíbrio entre oferta e procura impulsionou o aumento dos valores de venda. Ainda assim, "antevemos que este segmento continue a ter um desempenho muito positivo no futuro”, sustenta Patrícia Barão, Head of Residential da JLL.

Estas conclusões surgem do mais recente estudo hoje divulgado pela consultora imobiliária JLL. O 'Living Destination 2021' faz um retrato completo do mercado residencial no país. Trata-se de um guia dos principais indicadores estatísticos na área de habitação e demografia, além de apresentar uma análise detalhada para as regiões de Lisboa, Porto e Algarve. 

De acordo com o mesmo estudo, a que o Notícias ao Minuto teve acesso, o preço médio de venda cresceu 25% na última década. Por outro lado, este crescimento tornou o mercado de arrendamento uma opção de habitação com enorme potencial de desenvolvimento, revela a consultora.

Para Patrícia Barão, "os preços mantiveram-se muito resilientes e embora haja uma desaceleração do seu crescimento, bons projetos em localizações estratégicas continuam a ser muito atrativos quer para o mercado doméstico quer para o internacional."

Segundo os dados Confidencial Imobiliário, citados pela JLL, no contexto da região de Lisboa, o preço médio de venda por fogo em Marvila é de 229 mil euros, em 2021, ascendendo a 265 mil euros em Alcântara, ou seja, cerca de um terço dos 643 mil euros registados na Avenida da Liberdade, a zona mais cara de Lisboa.

Por outro lado, o valor médio por fogo em Oeiras ascende a 279 mil euros, abaixo do valor de zonas como Benfica/Laranjeiras ou Telheiras/Lumiar, com preços acima dos 288 mil euros.

Já no Porto, a zona da Boavista regista um valor médio próximo dos 200 mil euros, nos últimos anos, enquanto que na zona da Campanhã apresenta valores em torno dos 150 mil euros. Em ambos os casos, os valores de venda são cerca de metade dos aproximadamente 400 mil euros registados na zona da Foz do Douro. 

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