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Portais imobiliários em "rota de asfixia" das empresas de mediação?

Para a Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP), "a principal fatura das empresas de mediação, tem vindo a subir por força da pressão de alguns portais imobiliários." Assim, a associação apela "ao bom senso destes 'players', e ao recuo na prepotência e concorrência direta com os seus anunciantes."

 Portais imobiliários em "rota de asfixia" das empresas de mediação?

Durante a pandemia, o setor imobiliário tem sido um dos ativos que tem registado uma resiliência em valores transacionados e crédito à habitação, mantendo em alta as expectativas das empresas de mediação imobiliária. Contudo, prevê-se "alguma incerteza" daqui para a frente.

De acordo com o comunicado enviado aos jornalistas, a Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP) afirma que "os portais imobiliários estão em rota de asfixia das empresas de mediação." Isto porque "a principal fatura das empresas de mediação, tem vindo a subir por força da pressão de alguns portais imobiliários, que ao atingirem certos graus de monopólio se fazem valer disso para subirem preços, nalguns casos em 100%."

Para a ASMIP, "o aumento dos ‘leads’, vendido como a mais-valia, pode criar ilusões. Garante trabalho acrescido, sim, mas também acréscimo de custos com esse mesmo trabalho. Mas não garante negócios."

Os portais imobiliários "criaram a necessidade com serviços iniciais gratuitos. Agora fazem uso dessa dependência para aumentarem preços e imporem regras, em alguns casos abusivas, chegando a fazer concorrência aos seus clientes na mediação e na intermediação de créditos, e/ou a permitirem-se vender o serviço a ilegais", lê-se no documento a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

Nesta senda, faz sobressair a ASMIP de que "na prática paga-se para estar presente, mas só investindo forte em destaques se obtém resultados. Quem não o fizer é levado a crer que está condenado." Deste modo, a associação defende que "este sistema é altamente prejudicial para a sobrevivência de muitas empresas de mediação."

Como solução para contornar este problema, a associação sugere "a aposta, para lá do sustentável, em publicidade que supostamente ajudará a reequilibrar as contas de cada empresa." Contudo, "esquecem estas entidades que o seu negócio só é garantido com os imóveis dos anunciantes, e se estes de um momento para o outro os retirarem, também eles ficam expostos ou condenados."

Segundo a associação, já têm chegado "inúmeras queixas, e casos de empresas que, arriscaram e decidiram deixar de estar sujeitas a estes ‘jugos’." Por isso, "apelamos ao bom senso destes 'players', e ao recuo na prepotência e concorrência direta com os seus anunciantes."

"Não estamos contra a existência destes portais, que fazem parte do negócio, mas não aceitamos as suas irracionais e crescentes tiranias em prejuízo da classe", arremata a ASMIP.

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