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Espanha: Residências de estudantes despertam interesse de investidores

A consultora imobiliária internacional JLL tem cerca de 70 projetos no desenvolvimento de residências universitárias em Espanha, o que acrescenta cerca de 25.000 camas à oferta espanhola atual.

Espanha: Residências de estudantes despertam interesse de investidores

O setor do investimento em residências para estudantes começa a recuperar à medida que o processo de vacinação avança. De acordo com os dados do estudo 'Residências estudantis: Impacto da pandemia e expectativas de mercado' da consultora imobiliária internacional JLL, a que o Observatorio Inmobiliario teve acesso, o setor deu sinais de recuperação durante o primeiro semestre de 2021. Segundo os mesmos dados, tal como na maioria das residências (55%), a ocupação manteve-se acima dos 50% (contra 27% no mesmo período de 2020).

Os inquiridos da JLL estão otimistas quanto à evolução do emprego. Assim, 45% esperam que o nível de ocupação durante o ano letivo 2020-2021 seja 25% superior ao registado no ano letivo anterior (2019-2020), lê-se no relatório.

No entanto, embora a perspetiva seja otimista, o número de estudantes internacionais continua limitado, pelo que as residências têm-se centrado mais num alvo local, informa o jornal espanhol.

"Globalmente, o nível de ocupação melhorou, embora ainda não tenha recuperado para níveis pré-Covid-19. Após o impacto inicial da pandemia, muitos estudantes regressaram a casa e deixaram os dormitórios, resultando uma ocupação caiu abaixo de 50%. No entanto, o setor tem dado sinais de recuperação durante o primeiro semestre de 2021", revela Juan Manuel Pardo, diretor da JLL em Espanha.

O número de projetos imobiliários para este setor em desenvolvimento reflete também o dinamismo, faz notar o Observatorio Inmobiliario. Neste sentido, 95% dos inquiridos têm atualmente projetos em curso.

No total, existem cerca de 70 projetos em Espanha, o que acrescenta cerca de 25 mil camas à oferta atual. Por outro lado, a maioria dos inquiridos (58%) declara que não sofreu atrasos nos seus projetos em consequência da crise sanitária. Ao mesmo tempo, 63% confirmam que as aberturas de novas residências também não foram afetadas pela pandemia, divulgam os dados do relatório da JLL.

Por outro lado, os tipos de alojamento mais procurados durante o ano letivo 2020/2021 foram as residências destinadas para quem estuda, segundo 37% dos inquiridos. Seguem-se os quartos individuais, marcados por 26%. A JLL espera que esta tendência se mantenha nos anos seguintes. 

No que diz respeito aos preços, 45% dos inquiridos pela JLL antecipam um aumento das rendas, enquanto 33% estão inclinados a que os valores se mantenham estáveis. 

De acordo com a consultora imobiliária, três em cada cinco investidores viram a pandemia atrasar o encerramento das suas operações, no sector da residência estudantil a maioria dos investidores mantém a mesma visão de longo prazo do negócio e estão otimistas sobre as oportunidades de investimento oferecidas pelo segmento. 58% dos inquiridos acreditam mesmo que o investimento neste tipo de ativos irá aumentar em 2021, sustenta a JLL.

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