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Vender a casa: Antes de a mostrar, deve ou não esconder as suas coisas?

“Quando está a mostrar a sua casa a um potencial comprador, quer ter certeza que ele consegue se imaginar a viver ali, sem se distrair com os seus pertences pessoais”, revela a decoradora Dominique Calhoun da Remix Living. Mas, para Lília Vital da agência ERA, é "uma mais-valia, pois permite criar ambientes mais atrativos."

Vender a casa: Antes de a mostrar, deve ou não esconder as suas coisas?

Antes de mostrar a sua casa a potenciais compradores, em momento de venda da habitação, deverá ou não esconder os seus pertences? Para os designers de interiores, sim. "Há pertences em casa que não deve ter à mostra, de forma a que os potenciais compradores possam se imaginar a viver ali, sem se distrair com os seus pertences pessoais”, revela a designer de interiores dos EUA, Dominique Calhoun da Remix Living, à Apartment Therapy.

Mas, para os agentes imobiliários portugueses a história é outra. "No universo de pessoas que procuram casa para arrendar ou comprar, apenas uma pequena percentagem tem a capacidade de proceder mentalmente à transformação dos espaços e divisões de forma a permitir a sensação de vivência ou, mesmo, alcançar o verdadeiro potencial do imóvel", tal como refere Lídia Vital, da Direção da Agência ERA.

Assim, nasce uma técnica já conhecida em todo o mundo, de nome home staging, que "permite captar e aumentar a atenção do público-alvo (isto é, dos potenciais compradores), agilizar o processo de arrendamento ou de venda e adicionar valor ao imóvel", sustenta Lídia.

Ainda assim, para a designer norte-americana, quando for mostrar a sua casa, "deverá guardar coisas, como fotos de família, diplomas, prémios, obras de arte ou de religião, roupas e remédios". Em causa, está o facto de esses mesmos pertences darem a entender aos interessados que, afinal, já não querem morar ali "por causa da maneira como a pessoa anterior viveu.”

Nesse sentido, Calhoun aconselha que simplifique os espaços e que pense sobre o propósito de cada quarto. “O objetivo deve ser arranjar móveis que complementem o uso de cada divisão”, revela. "Por exemplo, um quarto deve ter uma cama e talvez uma cómoda”, acrescenta.

Ainda que os ginásios domésticos tenham ganho maior adesão durante a pandemia, estas divisões poderão ser obstáculos em momento de venda da casa, pois podem roubar espaço à habitação. “É obvio que quer fazer com que o quarto pareça o mais espaçoso possível, então muitos móveis desnecessários no quarto ou materiais que não pertençam ali devem ser eliminados”, alerta a designer.

Por esse motivo, os aparelhos de ginástica são um dos exemplos de peças de mobiliário mais comuns que Calhoun recomenda retirar de casa, refere a Apartment Therapy, especialmente de um quarto, que deve apenas promover um ambiente mais calmo e relaxante.

Mas, os agentes imobiliários dizem diferente

Os agentes imobiliários de Portugal contrariam esta teoria e dizem mesmo que, no âmbito do imobiliário, o home staging é uma "ferramenta que representa uma mais-valia, independentemente, do segmento de mercado onde é utilizada, pois permite criar, dependendo dos espaços e das carteiras dos clientes, ambientes mais atrativos através de alterações a todos os gostos," refere Lília Vital.

Este é um conceito tem por base técnicas de transformação dos imóveis, com vista a torná-los mais atraentes para os mercados de arrendamento, de compra e venda, sendo também muito utilizado noutros segmentos como o da hotelaria e turismo. A diretora da Agência ERA, na Lagoa, faz ainda notar que o investimento na transformação deverá corresponder no máximo até 3% do valor de comercialização do imóvel, tendo em vista uma valorização até 15% após a intervenção.

Note que com o crescimento do mercado imobiliário em Portugal, o home staging está a chamar a atenção de investidores nacionais e internacionais para o parque imobiliário no nosso país, tendo resultado na reabilitação de grande parte dos imóveis que necessitavam de intervenção.

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