As tarifas dos Estados Unidos da América continuam a dominar a atualidade. A indústria automóvel alemã urge o país liderado por Donald Trump a honrar o acordo com a União Europeia, baixando os valores cobrados rapidamente.
Segundo a agência Reuters, a presidente da associação da indústria automóvel da Alemanha (VDA), Hildegard Müller, defendeu: "Para a indústria automóvel, os atuais altos encargos adicionais significam perdas consideráveis. Portanto, o tempo é essencial para dar alívio rápido às empresas nesta área".
O entendimento geral alcançado no fim de julho prevê uma limitação tarifária mútua de 15 por cento para vários bens importados - quando, para alguns bens e produtos, chegava aos 27,5 por cento. Era o caso dos automóveis.
Entretanto, na semana passada foi emitida uma declaração conjunta sobre o regime tarifário para um comércio transatlântico justo. No que toca à indústria automóvel, ficaram previstas tarifas máximas mútuas de 15 por cento.
A Comissão Europeia anunciou esta quinta-feira, 28 de agosto, duas propostas no processo de implementação do acordo de 21 de agosto. Por um lado, avança com a isenção de tarifas impostas a produtos industriais dos EUA e acesso preferencial a frutos do mar e produtos agrícolas. Já outra proposta põe em cima da mesa o acesso a lagosta isento de tarifas.
Construtores podem 'salvar' 500 milhões de euros
O setor automóvel era afetado e também está abrangido pela redução (com efeitos retroativos a 1 de agosto) espera agora vê-la efetivada. As consequências das tarifas têm penalizado severamente as contas de várias empresas desde abril.
Com a redução da carga fiscal imposta pelos EUA, a indústria automóvel europeia poderá ficar mais aliviada nas suas atividades depois das dificuldades e desafios dos últimos meses. De facto, Bruxelas considera que as poupanças para os construtores com a descida tarifária de 27,5 para 15 por cento podem ser superiores a 500 milhões de euros.
Propostas "restauram a estabilidade"
A Comissão Europeia afirma num comunicado que os esforços que está a levar a cabo para implementar o acordo "contribuem para restaurar a estabilidade e a previsibilidade do comércio entre a UE e os EUA e relações de investimento, em prol dos negócios, trabalhadores e cidadãos". Bruxelas garantiu também o empenho contínuo na redução das tarifas.
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