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Projecto das sondas para medir TDT finalizado até final do ano

A presidente da Anacom, Fátima Barros, disse esta quarta-feira no Parlamento que o projecto das 400 sondas para medir o sinal da Televisão Digital Terrestre (TDT) estará finalizado até ao final do ano, num investimento de 445 mil euros.

Projecto das sondas para medir TDT finalizado até final do ano
Notícias ao Minuto

16:54 - 17/04/13 por Lusa

Tech Anacom

A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) falava na comissão parlamentar para a ética, a cidadania e a comunicação sobre o processo de migração para a TDT e as conclusões do estudo da Deco, segundo o qual 62% das casas com TDT tem "problemas de recepção do sinal".

"O projecto estará finalizado até ao final do ano e foi adjudicado por concurso público internacional por 445 mil euros", disse Fátima Barros, referindo-se à compra das 400 sondas, que vão permitir medir a qualidade do sinal de TDT, na comissão onde foi ouvida a pedido dos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP.

Em resposta às questões dos vários deputados, o vice-presidente da Anacom, José Perdigoto, admitiu a existência de problemas de sinal, mas sublinhou que "as sondas vão criar quase esse cenário de 'big brother', de monitorização contínua".

Fátima Barros justificou também a importância da compra das sondas, tendo em conta as dificuldades em afectar pessoas para o terreno, sendo muitas vezes necessário recorrer a outras entidades.

"Não estamos a falar de ter 100 técnicos no terreno, teríamos que ter uma cobertura de 1,3 milhões de funcionários [para medir o sinal] nos 1,3 milhões de lares [que terão migrado para a TDT], daí estarmos a falar de sondas para fazer a monitorização em contínuo", exemplificou.

Entre as causas para as ausências de sinal em determinadas zonas do país, os responsáveis do regulador apontaram o facto de as pessoas não terem as melhores instalações em casa e as condições climatéricas, por exemplo, o vento que pode afectar a estabilidade das antenas.

Questionados sobre a existência de pressões sobre os utilizadores para passarem para a televisão paga, Fátima Barros frisou que o "limite de actuação do regulador depende de queixas documentadas".

"A área do Direito exige de facto processos muito bem documentados, o que muitas vezes também me deixa desesperada. Não pense que não temos vontade de actuar", disse Fátima Barros, dirigindo-se à deputada socialista Inês Medeiros, que a questionou sobre o assunto.

Fátima Barros afirmou que "isto não quer dizer que não tenha havido pressão" e confirmou que a Anacom recebeu queixas de pessoas que se diziam enganadas e pressionadas pelos operadores, com vista a mudar para pacotes de televisão, internet e telefone (3Play).

"Houve pessoas a mudar para algo que consideravam ser melhor, outras por insatisfação com a TDT", também admitiu.

Sobre o programa de atribuição de subsídios à instalação de meios de recessão, cujo prazo para a entrega das candidaturas termina a 23 de Abril, os responsáveis da Anacom reconheceram que existem 220 mil pessoas a preencher os requisitos, mas apenas 4.000 se candidataram, segundo dados de dá duas semanas.

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