Google "não está em posição moral" para dar lições de liberdade A agência oficial chinesa, Xinhua, publicou um hoje um editorial contra a Google onde sublinha que a empresa "não está em posição moral de dar lições sobre a liberdade na Internet" depois do presidente da empresa instar Pequim a levantar a censura à Rede. Lusa
Tech Xinhua 06:29 - 07/11/13

A Xinhua acusa a Google e o seu presidente, Eric Schmidt, de ter "duas faces" e de atirar a "moralidade" fora ao colaborar com o Governo norte-americano em atos de espionagem dos seus utilizadores e ceder informações.

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"Na realidade a Google tem duas faces: a aparência comercial e a cara política e de acordo com as necessidades mudam a sua atuação" refere o texto ao enfatizar que se a "Google com duas faces não volta à China, é melhor".

Em Hong Kong depois de ter estado em Pequim onde se reuniu com o Presidente Xi Jinping e com o primeiro-ministro Li Keqiang, Eric Schmidt concedeu uma entrevista ao diário South China Morning Post onde sublinha que a liberdade de informação na Internet é "chave" para o êxito de reformas a aplicar na China.

Noutras declarações ao "The Wall Street Journal", o presidente da Google disse que o "regime de censura na China piorou desde que a empresa saiu do país, pelo que alguma coisa tem de mudar para que regresse".

Em 2010 a Google mudou o seu servido da China continental para Hong Kong depois de fracassarem as negociações com o Governo chinês sobre a regulação da atividade do motor de busca.

A Xinhua pergunta ainda se a Google pode assumir o papel de colaborador do Governo norte-americano em atos de espionagem, qual a razão para não cumprir a lei noutros países.

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