"Pretensas provas" servem apenas para "iludir", diz defesa de Sócrates

A defesa do ex-primeiro-ministro nega qualquer relação de José Sócrates a negócios de Carlos Santos Silva.

© Reuters
País Caso

“Corridos quadros anos de árduas investigações, o Ministério Público descobriu finalmente ’prova que faltava’. Para quê é que não esclarece”.

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É deste modo irónico que começa o comunicado mais recente dos advogados de José Sócrates.

O comunicado surge em reação a uma manchete do semanário Sol, onde se lê: “ Sócrates. A prova que faltava”. Em causa, lê-se ainda, estará uma “fundação na Suíça” criada pelo antigo primeiro-ministro “para deter as contas” de Carlos Santos Silva.

Afirma Pedro Delille que “estas pretensas ‘provas’ não têm outro objetivo que tentar iludir as verdadeiras provas: toda a documentação apreendida e recebida nos autos referente a contas no estrangeiro não tem uma única referência ao nome de José Sócrates”

Diz ainda a defesa de Sócrates que “todos os documentos relativos às contas que estiveram na base das transferências do engenheiro Carlos Santos Silva para Portugal” e que “são a base da investigação neste processo” não referem “nenhum outro nome” referem para além do do próprio Carlos Santos Silva.

O comunicado defende ainda que o objetivo será “ocultar o único facto que está inequivocamente demonstrado: o Engenheiro José Sócrates nunca teve a ver com os negócios do Engenheiro Carlos Santos Silva”.

Negando a informação avançada pelo semanário SOL, a defesa de Sócrates diz ainda tratar-se de “invenção” e “mentira” para “manter a flutuar a arruinada barcaça em que se transformou a chamada Operação Marquês”.

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