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Marcelo vai receber presidente croata em maio de 2018

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, adiantou hoje que vai receber em maio do próximo ano uma visita da sua homóloga croata, Kolinda Grabar-Kitarovic, e disse esperar um reforço das relações económicas bilaterais.

Marcelo vai receber presidente croata em maio de 2018
Notícias ao Minuto

15:12 - 19/05/17 por Lusa

País Diplomacia

"A nossa ideia é, quando a Presidente for a Portugal, em maio do ano que vem, reunirmos os empresários dos dois países e vermos como é possível aumentar o investimento", declarou o chefe de Estado português, num encontro com estudantes de língua portuguesa, na Universidade de Zagreb.

Questionado sobre as relações económicas entre Portugal e a Croácia, Marcelo Rebelo de Sousa considerou também possível "os dois em conjunto investirem noutros países, onde se fala português, por exemplo", e acrescentou: "Eu penso que é possível haver uma atividade muito maior do que aquela que existe hoje, muito maior".

No primeiro dia da sua visita de Estado à Croácia, quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa já tinha anunciado, em conjunto com Kolinda Grabar-Kitarovic, que a Presidente croata iria realizar uma visita de Estado a Portugal em 2018, mas sem especificar em que altura do ano.

Dirigindo-se para os jovens croatas, o Presidente da República disse-lhes que um possível reforço das relações económicas bilaterais constitui "uma oportunidade para quem falar português", como eles, até porque poucos portugueses falam a língua croata: "É uma vantagem vossa. Não vão ter concorrência de portugueses a falarem croata ".

Antes deste encontro na Faculdade de Humanísticas e Ciências Sociais da Universidade de Zagreb, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre dois possíveis 'impeachments', nos Estados Unidos e no Brasil, e as suas eventuais repercussões nas bolsas mundiais, e em particular nas europeias.

"É prematuro estar neste momento a especular sobre isso. São duas realidades muito diferentes, e duas realidades em processo", respondeu o chefe de Estado, considerando que nas bolsas europeias existe "um compasso de espera" pela evolução económica em termos mundiais.

"Quando saírem os próximos dados do crescimento de economias como a americana, como a japonesa, como as europeias, logo as bolsas reagirão. Portanto, eu não ligaria as duas coisas", acrescentou.

Durante o encontro com estudantes de português, Marcelo Rebelo de Sousa disse que nunca tinha estado na Croácia, e prometeu "voltar rapidamente", para passar férias, "com autorização do parlamento, porque o Presidente tem de contar tudo ao parlamento em Portugal, mesmo as visitas de férias".

No auditório estavam presentes os quatro deputados que o acompanham nesta visita de Estado: Luís Castro Henriques, e os deputados Sérgio Azevedo, do PSD, Porfírio Silva, do PS, Pedro Mota Soares, do CDS-PP, e Paulo Sá, do PCP, a quem o Presidente se dirigiu: "Qualquer dia recebem uma carta a dizer: comunico que vou passar férias à Croácia".

Durante este encontro, um estudante quis saber se seria muito difícil encontrar trabalho em Portugal. Na resposta, Marcelo Rebelo de Sousa optou por destacar as oportunidades que existem no plano internacional em geral para quem fala português, defendendo que "cada vez haverá mais empregos em organizações internacionais, organizações não-governamentais".

"Não é muito fácil, mas não é impossível, nem muito difícil, penso eu, no futuro", considerou.

Em resposta a outra questão, durante esta conversa com estudantes, Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a beleza da Croácia e a capital croata em particular: "É muito bonita em termos de natureza, Zagreb é muito bonita como cidade, porque não destruiu a história".

"Depois, as pessoas são alegres, como os portugueses. Nós gostamos de ser alegres - alguns portugueses, como eu. Mas todos os croatas são alegres ", acrescentou, salientando também o facto de haver "muitos jovens" e "muito alegres".

"Gostam de música, gostam de arte, gostam de cultura, gostam do seu país, mas são abertos ao mundo, como os portugueses. E por isso eu senti-me em casa", concluiu.

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