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Equilíbrio entre qualidade de vida e ambiente implica "economia circular"

O ministro do Ambiente defendeu hoje, em Matosinhos, que "alcançar um equilíbrio entre qualidade de vida e qualidade ambiental, sem comprometer salários ou padrões sociais, implica transformar o modo como fazemos, usamos e valorizamos os bens e serviços disponíveis".

Equilíbrio entre qualidade de vida e ambiente implica "economia circular"
Notícias ao Minuto

14:02 - 20/03/17 por Lusa

País Ministro

"A essa transformação chamamos economia circular", disse Matos Fernandes, que falava no workshop Eco.PME, no qual se juntaram pequenas e médias empresas, 'startups', incubadoras, designers, 'think-tanks', investigadores e institutos públicos na discussão sobre a economia circular aplicada ao setor empresarial.

"Numa economia circular, os produtos são concebidos com zero desperdício e eliminando componentes tóxicos, podendo integrar materiais reciclados, desenhados para que seja fácil a reparação, a separação e reciclagem, uma e outra vez", disse o ministro do Ambiente.

Sublinhou que numa economia circular, devemos "fazer mais com menos" -- mas garantir que o "menos" possa voltar à fábrica e ser atualizado ou remanufaturado, e colocado, outra vez, numa circulação rentável.

"Seremos mais produtivos, vendendo a qualidade, o desempenho e a durabilidade: ganha o produtor -- que reduz custos e riscos com a aquisição de materiais, rentabiliza investimento, consegue a fidelização de clientes; ganha o consumidor, que obtém o melhor desempenho, pagando efetivamente por aquilo de que necessita", salientou.

O ministro lembrou que a Pequenas e Médias Empresas (PME) são 98% do tecido empresarial e, por isso, "uma força motriz de crescimento e emprego. E, apesar de muitas vezes existirem dificuldades técnicas ou financeiras que adiam a visão de longo prazo, é também entre as PME que emergem os novos modelos de negócio, inovação, flexibilidade e adaptabilidade".

"Portugal deve agarrar esta ambição e não esperar que outros o façam primeiro para irmos atrás; quem começar hoje, irá, sem dúvida, liderar no amanhã. E nós estamos a fazer esse caminho", frisou.

Referiu que o portal eco.nomia.pt tem informação sobre as políticas, exemplos, oportunidades de financiamento e ferramentas, e quer espoletar o diálogo através destes 'workshops' em áreas chave -- na agricultura, construção, cidades ou consumo.

"Apoiamos a I&D na conceção ecológica de produtos e serviços das empresas, majorando em 110% estas despesas para efeitos de IRCO Fundo Ambiental tem assegurado 1 milhão de euros em 2017 para apoiar a capacitação técnica na identificação destas oportunidades, conduzindo a planos de negócio que possam ser apoiados em fases subsequentes ou por outros mecanismos financeiros", sustentou.

Segundo Matos Fernandes, "o FITEC tem 15 milhões de euros para projetos de interface entre centros tecnológicos, universidades e empresas para também acelerar esta transição".

"Estamos a trabalhar com os ministérios da Economia, da Agricultura e da Ciência num plano de ações concretas para o curto prazo, que possam apontar o caminho e fazê-lo desde já. Queremos que este plano seja composto por medidas que possam ser adaptáveis e revistas periodicamente para rapidamente poder integrar as exigências e conhecimento desta matéria, em permanente evolução", salientou.

O ministro do Ambiente acrescentou que "mais cedo ou mais tarde teremos de repensar a fiscalidade, o valor do capital natural, o modo como são feitas as demonstrações financeiras ou mesmo a forma como medimos o desenvolvimento económico".

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