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Empresa Credores aprovam continuidade da Conforlimpa

Os representantes dos cerca de 6.600 credores da Conforlimpa, na maioria trabalhadores, votaram esta terça-feira a favor da continuidade da actividade da empresa, que avançou com o pedido de insolvência há dois meses.
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Durante a primeira assembleia de credores, que decorreu no Tribunal de Comércio de Lisboa, no Campus da Justiça, foi aprovada a "suspensão da liquidação e partilha da massa insolvente" da empresa, medida também defendida pelo administrador de insolvência.

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A decisão permite que o plano de recuperação/viabilização entregue pela Conforlimpa (Tejo) ao tribunal possa ser apreciado e votado pelos credores numa outra assembleia, a qual terá de ser marcada no prazo de 60 dias.

A insolvência do grupo, com pedido de recuperação, foi aceite pelo Tribunal de Comércio de Lisboa a 07 de Março, e o plano de recuperação foi entregue pela empresa ao tribunal a 10 de Abril.

O administrador de insolvência manifestou-se "satisfeito" com a decisão dos credores, uma vez que, apesar de a empresa "não estar completamente estabilizada" e de "ter perdido muitos clientes", acredita na sua viabilidade.

"Em abril a empresa processou 645 mil euros de despesas, e teve uma facturação de cerca de um milhão de euros. Agora, é preciso que os clientes também paguem", salientou José Ribeiro Gonçalves.

Os trabalhadores voltaram a reclamar os ordenados em atraso, nomeadamente os de Março e Abril.

A juíza pediu ao representante da Conforlimpa (Tejo) para que a empresa pague "o mais breve possível" os vencimentos em falta, frisando que só esses dois meses é que podem ser liquidados.

Quanto aos restantes ordenados em atraso, e a todas as dívidas que o grupo tinha até à data em que a insolvência foi aceite pelo tribunal [7 de Março], terão de constar da lista de créditos anexa ao plano de recuperação, que ainda vai ser discutido e votado.

Entre os 6.600 credores estão trabalhadores, fornecedores, instituições bancárias e de crédito, empresas de seguros e Segurança Social.

A Autoridade Tributária, que reclama uma indemnização de 42 milhões de euros no processo-crime contra o dono da Conforlimpa (Tejo) por alegada fraude fiscal, não reclamou esse valor junto do administrador de insolvência.

Na assembleia de credores, que estava agendada para as 09h30 mas que só começou depois das 13h00 e se prolongou por mais de três horas e meia, marcou presença cerca de uma centena de trabalhadores.

O administrador judicial disse à Lusa que, desde que a Conforlimpa (Tejo) avançou com a insolvência, já saíram da empresa cerca de 4.000 dos 7.200 funcionários.

José Ribeiro Gonçalves frisou que a maioria dos funcionários foi absorvida por outras empresas do ramo que ficaram com os serviços da Conforlimpa.

O presidente do grupo empresarial, Armando Cardoso, e mais dez arguidos, estão acusados pelo Ministério Público dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal qualificada, que terão lesado o Estado em mais de 42 milhões de euros.

A Conforlimpa é um dos maiores grupos empresariais na área da limpeza, tendo sede na freguesia de Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira.

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