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Negócios do plasma podem afastar dadores de sangue

O presidente do Instituto do Sangue receia que as notícias sobre as ligações de José Sócrates à Octapharma, que trata o plasma, se traduzam em menos doações e esclareceu que o sangue dos portugueses não está envolvido em negócios.

Negócios do plasma podem afastar dadores de sangue
Notícias ao Minuto

07:10 - 07/03/13 por Lusa

País Instituto do Sangue

O presidente do Instituto do Sangue, Hélder Trindade, reagia desta forma às recentes notícias sobre a escolha do ex-primeiro-ministro José Sócrates para presidir ao conselho consultivo da farmacêutica Octapharma para a América Latina.

Trata-se de uma empresa que fornece produtos à base de plasma a todos os hospitais portugueses.

Para o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), que se escusou a comentar a escolha de Sócrates para o cargo - justificada pela empresa com o "conhecimento profundo" que o ex-governante tem da região e pela sua "vivência com os problemas de saúde pública" --, o mais importante é que estas notícias não afastem os dadores.

"Qualquer notícia à volta do sangue, do plasma ou das plaquetas é destrutiva em termos de colheitas. Os dadores, que ainda por cima são benévolos, afastam-se das nossas brigadas sempre que pressentem que existe qualquer negócio, qualquer coisa menos transparente", disse à agência Lusa.

Hélder Trindade deu o exemplo de notícias publicadas no ano passado sobre a alegada destruição do plasma português que se traduziram em momentos "dramáticos".

"Passámos dias de bastante aflição, com as quebras a caírem e sem conseguirmos colher o que precisávamos todos os dias", recordou.

Tendo em conta que "2013 não vai ser um ano fácil para a colheita, e que vamos seguramente passar um ano de bastante pressão, tudo o que destabilize esta colheita vai agravar ainda mais os números que precisamos de ter", afirmou.

"Não estamos num ano bom. Estamos com quebras muito significativas de presença em brigadas. Aparecem 50 a 60 dadores, quando estávamos à espera de 80. Uma quebra que, para já, também se deve à época e às situações virais", acrescentou.

Hélder Trindade faz questão de sublinhar que não há qualquer envolvimento no caso da Octapharma do plasma ou do sangue proveniente dos dadores portugueses, "que são pertença do IPST e estão a ser trabalhados e geridos por este organismo".

Questionado sobre a existência de alguma investigação que entretanto tenha surgido aos contratos que nos últimos anos envolveram a Octapharma, Hélder Trindade disse desconhecer, lembrando que tal "sai do foro do IPST".

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