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Bloco quer "frente de luta popular" contra linha de alta tensão

O Bloco de Esquerda (BE) de Barcelos apelou hoje à formação de uma "frente de luta popular" para entravar o projeto de construção de uma linha de muito alta tensão, que considera "desastroso" para aquele concelho.

Bloco quer "frente de luta popular" contra linha de alta tensão
Notícias ao Minuto

15:33 - 05/03/14 por Lusa

Política Barcelos

Em comunicado, o BE lembra que está previsto que as linhas passem por oito concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto, mas sublinha que "será o concelho de Barcelos o mais atingido, dado que, direta ou indiretamente, serão afetadas 63 das suas freguesias".

"Em Barcelos, é fundamental desenvolver uma campanha de sensibilização junto das populações afetadas e criar uma frente de luta popular que mobilize o maior número de barcelenses e que possa entravar a continuidade deste desastroso projeto", refere o comunicado.

Em causa está a construção de uma linha elétrica de 400 KV desde Fontefria, na Galiza, Espanha, até à fronteira portuguesa, com o seu prolongamento à rede elétrica nacional, no âmbito da Rede Nacional de Transporte (RNT) operada pela empresa Rede Elétrica Nacional (REN).

O troço português, cujo estudo de impacto ambiental esteve em consulta pública até 27 de fevereiro, prevê a passagem daquela linha por oito dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo e ainda por Vila Nova de Famalicão e Barcelos (ambos do distrito de Braga), e Vila do Conde e Póvoa de Varzim (os dois do distrito do Porto).

"O BE/Barcelos, atendendo à gravidade da questão em causa, para além da contestação institucional que a Câmara iniciou, apela à formação de uma frente de luta popular que envolva as juntas de freguesia afetadas de todos os concelhos", acrescenta o comunicado daquela estrutura partidária.

O presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, já garantiu que o Município "usará todos os meios ao seu alcance", nomeadamente os judiciais, para travar o traçado previsto para a passagem no concelho daquela linha.

Costa Gomes reconheceu que "a linha tem de ser construída", mas defendeu a necessidade de se encontrar alternativas "menos gravosas" para as populações atravessadas, "ainda que eventualmente possam ser mais caras para o promotor".

O BE acaba de levar o caso à Assembleia da República, através de um requerimento dirigido ao Ministério do Ambiente em que defende o alargamento do prazo de consulta pública "pelo menos" até ao final de março.

Pergunta ainda ao Governo se considera que a Rede Elétrica Nacional (REN) "deve apresentar, no caso exposto, estudos sobre formas alternativas de transporte de energia elétrica de muito alta tensão, principalmente nas áreas populacionais".

O Bloco quer também que o Governo exija à REN que a proposta de traçado "seja apresentada de forma rigorosa, com identificação clara dos núcleos populacionais, edifícios e respetivos usos e património cultural e ambiental" que possam ser afetados pela linha.

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