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Saúde Enfermeiros ameaçados de despedimento vendem doces

Um grupo de enfermeiros vai, na segunda-feira, montar uma banca com doces à porta do Ministério da Saúde e vendê-los para angariar dinheiro para a tutela, em protesto contra o despedimento de 40 profissionais no Centro Hospitalar do Oeste (CHO).
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Lusa

"Vamos promover uma feira de Natal com venda de doces frente ao Ministério da Saúde para simbolicamente angariar verbas", afirmou à agência Lusa Rui Marroni, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

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"Queremos reforçar o orçamento da tutela para manter os enfermeiros, que estão ameaçados de despedimento e que fazem falta às populações", sublinhou.

A ação de protesto encontra-se no âmbito de outras manifestações e após as garantias ao Ministro da Saúde de que não iria despedir enfermeiros no país, "enquanto o CHO chegue uma orientação contrária".

Trinta enfermeiros subcontratados nos hospitais de Caldas da Rainha e Torres Vedras serão despedidos até ao final do ano e 10 serão aposentados até março de 2014, sem serem substituídos.

Para o sindicato, a "redução vai afetar os serviços e aumentar os riscos para os doentes", mas a administração do CHO argumentou que, "com o aumento de 35 para 40 horas, foram reavaliadas as necessidades e 60 enfermeiros são desnecessários", mas destes apenas 30 vão ser despedidos.

A justificação não convence o sindicato, para quem não só os enfermeiros subcontratados não podem fazer 40 horas semanais, por não estarem afetos à função pública.

Além disso, "há três mil dias de folga em dívida para tirarem, o que revela a falta de enfermeiros para serem substituídos nesses dias".

"Essas folgas começaram a ser acumuladas desde 2005 e a situação já devia ter sido resolvida. Apesar do novo horário semanal ter entrado em vigor em outubro, só vamos reduzir em janeiro os enfermeiros precisamente para reduzir essa bolsa de folgas", esclareceu o administrador Carlos Sá, estimando que deverão ser recuperados 2000 dias até ao final do ano e 2500 até março.

Dos 550 enfermeiros que trabalham nos hospitais de Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, 140 possuem vínculos precários, dos quais metade é subcontratada e outra metade tem contratos a termo certo.

A área de influência do CHO abrange as populações das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estevão das Galés e Venda do Pinheiro), servindo mais de 292.500 pessoas.

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14:51 - 26 de Setembro de 2014
Artigo patrocinado por Corega
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