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Segurança Milhares gastos em drones pela PSP no âmbito de contrato secreto

A PSP adquiriu, em segredo, dois drones, ou seja veículos aéreos não tripulados, quando não existe ainda enquadramento legal para a sua utilização, avança a edição desta quarta-feira do jornal Público. A par destes aparelhos, foram também comprados um barco e duas motas de água, sendo que o equipamento adquirido perfaz um custo global de 300 mil euros.
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Milhares gastos em drones pela PSP no âmbito de contrato secreto Milhares gastos em drones pela PSP no âmbito de contrato secreto Milhares gastos em drones pela PSP no âmbito de contrato secreto
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O antigo director nacional da Polícia de Segurança Pública, que se demitiu, recorde-se, após a manifestação das forças policiais que invadiram as escadarias da Assembleia da República, autorizou, em Julho passado, a compra de dois drones no âmbito de um contrato classificado como secreto, adianta a edição de hoje do Público. Ora, a utilização destes meios aéreos não tripulados ainda não tem enquadramento legal no País.

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Já em Novembro, foi autorizada a compra de três motas de água e de uma embarcação semi-rígida, quando a actuação de meios aquáticos é apanágio da Polícia Marítima e não da PSP.

A aquisição dos meios aéreos perfez um total de 200 mil euros, conta o Público, quantia à qual se somam, sensivelmente, outros 100 mil euros empregues na compra dos veículos aquáticos.

“É inadmissível que num momento em que Estado deve milhares de euros a mais de três mil polícias, quando a PSP não tem viaturas indispensáveis, ou material de protecção do pessoal, esteja a investir desta forma em equipamentos que não são imprescindíveis”, insurge-se o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues, em declarações ao mesmo jornal.

E prossegue o responsável, “comprar drones é como comprar um Ferrari e não ter onde dormir”. Ao mesmo tempo, assinala Paulo Rodrigues, “está-se a duplicar investimentos e a pisar as competências de outras polícias”, reportando-se em concreto à Polícia Marítima.

Por seu turno, a porta-voz da Comissão Nacional de Protecção de Dados, Clara Ferreira, salienta que só poderá ser feito uso dos drones “depois de haver legislação que o permita”.

Já o presidente da Tekever, empresa que vendeu os drones à PSP, garante ao Público que dispõe de uma “autorização do ministro da Defesa, publicada em Diário da República, para desenhar, produzir e comercializar” estes equipamentos, que, por sinal, “são classificados como armas”.

O Público indica ainda que tentou obter esclarecimentos por parte da PSP e do Ministério da Administração Interna, mas que até à hora do fecho da edição não tinha obtido qualquer resposta. 

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