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Olhão Famílias em dificuldades por salários em atraso na Moviflor

Os trabalhadores da Moviflor de Olhão estão sem receber salários desde agosto e há casos de famílias a passar "muitas dificuldades", denunciou hoje fonte do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
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Famílias em dificuldades por salários em atraso na Moviflor Famílias em dificuldades por salários em atraso na Moviflor Famílias em dificuldades por salários em atraso na Moviflor
Lusa

"Os trabalhadores reclamam a viabilização da empresa, que continuem a ter os seus postos de trabalho e que lhes paguem os salários em dívida. Porque há lá muitas famílias que estão a passar por muitas dificuldades, nem sequer dinheiro para comer ou pagar os infantários [dos filhos] têm, mas continuam escrupulosamente a cumprir os seus horários de trabalho", afirmou à agência Lusa Maria José Madeira, dirigente do CESP no Algarve.

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Maria José Madeira disse que, nessas condições, há "casos de famílias com os dois elementos do casal e mães solteiras, que não têm outras fontes de ingressos" e estão já "sem saber como fazer para pagar as suas despesas".

A dirigente sindical disse que a empresa de mobiliário e decoração apresentou um Processo Especial de Revitalização (PER), mas criticou a proposta da administração por "ter muitos 'ses' e não ter informação precisa", além de ter sido comunicada "em cima da hora" para aprovação às cerca de quatro dezenas de funcionários da empresa em Olhão.

"A Administração mandou um comunicado interno aos trabalhadores a dizer que o juiz já tem o Plano [Especial de Revitalização], que em princípio vai dar viabilidade ao mesmo, que vão tentar resolver as situações pendentes, mas o certo é que fartos de promessas estão estes trabalhadores", afirmou.

Maria José Madeira sublinhou que já houve promessas anteriores aos funcionários relativamente aos salários em atraso, mas "até ao momento só pagaram 10% do salário de agosto" e "não foram pagas as indemnizações a trabalhadores de Portimão que rescindiram os contratos após o incêndio" que destruiu uma área comercial onde se encontrava uma segunda loja da Moviflor no Algarve.

A dirigente sindical referiu que os funcionários já protestaram a exigir o pagamento dos salários em atraso desde agosto, assim como os subsídios de férias e Natal, com uma concentração, no domingo, junto às instalações da empresa.

"A loja chegou a abrir, mas teve que encerrar depois de os trabalhadores que tinham entrado ao serviço se terem juntado" aos colegas em protesto, contou a dirigente sindical, sublinhando que o estabelecimento "acabou por permanecer encerrado todo o dia".

Após participarem no protesto ao lado dos trabalhadores em Olhão, deputados do grupo parlamentar do PCP apresentaram uma pergunta na Assembleia da República a questionar a tutela sobre "a dramática situação vivida por estes trabalhadores e o desespero de quem tem vários meses de salários em atraso".

O PCP quer que o Governo diga como "acompanhou a situação financeira da Moviflor", quais foram os resultados de uma inspeção da Autoridade para as Condições de Trabalho realizada à empresa em junho, se "confirma o Governo que a Moviflor se candidatou a um PER", em que ponto está o processo ou que medidas vai adotar para garantir o "direito a receber os salários".

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12:44 - 22 de Outubro de 2014
Artigo patrocinado por Dacia
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