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Presidente filipino quer armar civis para combater extremistas

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, expressou a intenção de entregar armas aos moradores de Bohol para combaterem militantes extremistas escondidos na ilha, após um ataque falhado do grupo Abu Sayyaf na semana passada.

Presidente filipino quer armar civis para combater extremistas
Notícias ao Minuto

09:15 - 20/04/17 por Lusa

Mundo Duterte

"Tenho intenção de armar e envolver os civis", disse o Presidente na noite de quarta-feira, numa entrevista à imprensa local, durante a visita a Bohol, na região central do país.

Duterte assegurou que se os residentes da zona matarem os alegados terroristas "não têm com que se preocupar: deslocam-se à polícia, fazem um relatório em que declaram a verdade e não terão qualquer problema", prometendo indultar os possíveis homicidas.

O Presidente disse que vai consultar as autoridades locais sobre a proposta de armar civis, pois estas "podem levantar algumas objeções".

Duterte visitou Bohol uma semana depois de 13 membros do Abu Sayyaf se terem infiltrado na ilha, a bordo de lanchas para alegadamente sequestrarem turistas.

No final deste mês, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) vai reunir-se em Bohol.

O grupo foi avistado por moradores no passado dia 11 e foi confrontado pelo exército, o que resultou na morte de três soldados, um polícia e seis rebeldes, incluindo Abu Rami, considerado um líder do Abu Sayyaf.

Sete extremistas conseguiram fugir, pelo que Duterte ofereceu na quarta-feira uma recompensa de um milhão de pesos (18.700 euros) a quem possa facilitar a captura, "vivos ou mortos".

"Ofereço uma recompensa pelos terroristas vivos ou mortos, mas prefiro-os mortos porque os vivos é preciso alimentar e é mais caro", disse.

Este incidente pode representar um duro golpe para a economia da ilha, um destino turístico onde até agora não tinha sido detetada a presença de movimentos extremistas.

O Abu Sayyaf, fundado em 1991 na ilha de Basilan, sequestrou nos últimos anos dezenas de pessoas nas águas do sudoeste das Filipinas e nordeste na Malásia, para exigir resgates com os quais se financia.

O grupo decapitou em fevereiro um refém alemão depois de não ter recebido o dinheiro que pediu, e mantém em seu poder cerca de 30 reféns, incluindo duas dezenas de estrangeiros.

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