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Rússia chamou embaixador de Israel após bombardeamento perto de Palmira

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia chamou para consultas o embaixador de Israel em Moscovo, Gary Koren, devido ao ataque realizado pela aviação israelita perto da cidade síria de Palmira, informou hoje o 'número dois' da diplomacia russa.

Rússia chamou embaixador de Israel após bombardeamento perto de Palmira
Notícias ao Minuto

09:09 - 20/03/17 por Lusa

Mundo Mikhail Bogdanov

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Mikhail Bogdanov, indicou que o embaixador israelita foi notificado na passada sexta-feira pelo ministério, onde foi manifestada a "preocupação" de Moscovo relativamente ao ataque aéreo realizado nesse mesmo dia.

Segundo a agência de notícias russa Interfax, que cita meios de comunicação social israelitas, o ataque ocorreu perto de uma zona com militares russos.

"Dispomos de um canal de comunicação especial [para evitar incidentes] e gostaríamos que funcionasse com mais eficácia, e que não ocorressem mal entendidos sobre quem faz o quê" na Síria, afirmou Bogdanov.

O exército sírio informou que quatro aviões israelitas atacaram na passada sexta-feira uma posição militar na estrada que leva a Palmira, na província central de Homs, e que um dos aparelhos foi derrubado pelo sistema de defesa antiaérea.

Israel negou, no entanto, que tal tenha sucedido, com um porta-voz do exército a afirmar que a segurança de civis israelitas ou da aviação israelita não foi em nenhum momento comprometida, depois de ter informado que aviões de combate tinham atacado vários alvos na Síria e que nenhum dos mísseis terra-ar disparados em resposta pelas forças sírias tinha atingido aeronaves israelitas.

Durante os seis anos de guerra civil síria, registou-se a queda de projéteis procedente de fogo perdido ou algum considerado intencionado na zona dos Montes Golã, cuja parte ocidental está ocupada por Israel desde 1967.

Israel não tomou oficialmente parte no conflito sírio, mas costuma responder diretamente contra os atacantes ou contra posições do exército sírio de Bashar al-Assad.

O diário Haaretz escreveu na sexta-feira que um dos mísseis antiaéreos lançados pela Síria foi intercetado por Israel no norte de Jerusalém, a cerca de 200 quilómetros de distância dos Montes Golã, e qualificou o incidente "como o mais grave entre os dois países" desde 2011.

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