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EUA começam a recolher impressões digitais de refugiados em Nauru

Funcionários norte-americanos começaram a recolher as impressões digitais de refugiados em Nauru, no Pacífico, etapa final para avaliar quem pode ter uma nova vida nos Estados Unidos, indicaram hoje requerentes de asilo.

EUA começam a recolher impressões digitais de refugiados em Nauru
Notícias ao Minuto

06:40 - 20/03/17 por Lusa

Mundo Asilo

O Departamento de Segurança Nacional norte-americano está a recolher dados biométricos de refugiados em Nauru, incluindo impressões digitais, peso ou altura, de acordo com um documento que circula entre os requerentes de asilo e facultado à agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP) por Mehdi, um refugiado que pediu para não ser identificado.

As autoridades norte-americanas também começaram hoje a marcar encontros com as famílias de requerentes de asilo em Nauru, acrescentou Mehdi.

Não foram dadas indicações aos refugiados sobre quanto tempo irá demorar o processo de verificação.

Contactadas pela AP, as autoridades norte-americanas e australianas recusaram comentar.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou, ainda que relutante, em honrar o acordo feito pela Administração de Barack Obama de aceitar 1.250 refugiados aos quais é recusada entrada na Austrália, mas afirmou que seriam sujeitos a um "extremo exame" de verificação, sem mais pormenores.

A Austrália paga a Nauru e à Papua Nova Guiné para manter mais de dois mil requerentes de asilo -- a maioria do Irão, Afeganistão e Sri Lanka -- em centros de detenção, cujas condições são condenadas por organizações de defesa dos direitos humanos.

Há três semanas, um funcionário da imigração da Austrália disse a uma comissão do Senado australiano que os oficiais da Segurança dos Estados Unidos deviam começar a escrutinar os refugiados nas duas ilhas mal recebessem autorização para o efeito.

Funcionários do Departamento de Estado norte-americano realizaram a primeira de duas etapas do processo, com entrevistas preliminares nas ilhas para garantir que os candidatos eram refugiados genuínos.

Trump considerou "idiota" o acordo com a Austrália e levantou dúvidas sobre a eventual continuidade.

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