Para muitos a história que se segue pode soar a inédito, mas não o é. E é precisamente por isso que os seus protagonistas querem contá-la para poder servir de exemplo e evitar que outras pessoas corram o risco de morrer por falta de conhecimento.
Meg e Gerard Campion são um casal e sofrem os dois de cancro na mama, doença que combatem há dez anos. Hoje, usam a sua história para angariar fundos para a doença, sobretudo no que aos homens diz respeito, conta o Huffington Post.
Gerard foi o primeiro a ser diagnosticado com a doença, em 2006.
"Foi obviamente chocante. O meu primeiro pensamento foi 'Ele não deveria ter isto. Eu é que devia'", conta a mulher.
Três anos depois de o marido ter conseguido, com sucesso, livrar-se do cancro com recurso a quimioterapia e tratamentos cirúrgicos, foi a vez de a mulher descobrir que tinha um cancro ainda em fase inicial, que conseguiu também combater com sucesso.
Contudo, em 2011, quando o casal pensava já ter vencido a doença, Gerard descobriu que o cancro tinha voltado e desta vez tinha-se espalhado pelos ossos e já sem cura. Mas a confiança mantém-se: "Não é curável, mas é controlável", refere.
Em vez de deixar a doença apoderar-se deles, Meg e Gerard estão a trabalhar para a divulgar. Sobretudo no caso dos homens, em que o cancro da mama é extremamente raro.
“Oitenta por cento dos homens não tem noção de que podem contrair cancro da mama. Se isto ajudar a prevenir uma família de perder um pai ou um marido, é por isso que o fazemos", afirma Meg.
O seu trabalho tem tido tanta repercussão que o governador do Connecticut designou a terceira semana de outubro como a 'Semana de Consciencialização ao Cancro da Mama no Homem". O casal quer continuar a promover o seu trabalho e chegar cada vez a mais famílias.