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Angola adia produção de dois milhões de barris de petróleo

O ministro das Finanças de Angola adiou hoje em dois anos, de 2015 para 2017, a meta de produção de dois milhões de barris de petróleo por dia, confirmando as previsões da generalidade dos analistas.

Angola adia produção de dois milhões de barris de petróleo
Notícias ao Minuto

15:12 - 07/10/14 por Lusa

Mundo Armando Manuel

De acordo com uma entrevista citada pela agência financeira Bloomberg, Armando Manuel afirmou que a meta de dois milhões de barris por dia resvalou em dois anos, para 2017, contrariando o objetivo repetidamente apontado pelo ministro dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, que sempre afirmou que se mantinha a para 2015, suportada pelos projetos da italiana Eni, que deverão começar ainda este ano.

Segundo o ministro das Finanças, o próximo Orçamento do Estado angolano está a ser construído prevendo que o preço do petróleo se situe entre os 88 e os 92 dólares por barril, e por isso o responsável pede à Organização dos Países Exportadores de Petróleo que tome medidas para evitar mais descidas no preço do petróleo, que baixou 16% este ano, na maior queda desde os 51% de 2008.

"Apesar de enfrentarmos uma descida nos preços, os novos campos podem garantir que o crescimento [económico de Angola] não seja afetado", afirmou o ministro das Finanças, acrescentando que espera "que os preços mantenham um nível adequado, para que o país não seja exposto a uma vulnerabilidade mais profunda".

Angola produziu 1,87 milhões de barris por dia em setembro, de acordo com dados compilados pela Bloomberg, melhorando face à média de 1,6 milhões no primeiro semestre, mas ainda assim confirmando uma significativa descida na produção, que é atribuída à quebra de produção de alguns poços e às operações de manutenção em outros.

Armando Manuel já tinha admitido na semana passada a necessidade de o país encontrar alternativas à "volatilidade" das receitas petrolíferas, tendo em conta a baixa da cotação internacional do barril do crude.

Em causa está a quebra na produção petrolífera angolana - segundo maior produtor da África subsaariana -, que chegou a descer para 1,6 milhões de barris por dia no primeiro semestre do ano, e agora a redução do preço do barril no mercado internacional, ficando-se abaixo dos 98 dólares projetados no Orçamento.

"A recente queda na nossa produção e dos preços internacionais do petróleo não atingiu uma proporção capaz de comprometer a execução do OGE de 2014, uma vez que o défice estimado deverá posicionar-se na vizinhança de 4% do PIB", apontou Armando Manuel.

A produção petrolífera em Angola - que valeu 76% das receitas fiscais angolanas em 2013 - acelerou para 1,7 milhões de barris diários entre julho e agosto e para 1,87 milhões em setembro.

Quanto ao preço do crude, embora atualmente aquém do valor perspetivado pelo Governo para as exportações de petróleo, o ministro das Finanças sublinhou que essas vendas foram feitas, em termos médios, a 105 dólares por barril, entre janeiro e agosto, "o que terá permitido acumular importantes reservas que permitirão acudir aos períodos de queda do preço de petróleo a níveis abaixo do patamar de referência fiscal", concluiu.

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