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"A prevenção da obesidade não pode ser feita como no tabaco"

Hoje, 20 de maio, assinala-se o Dia Nacional e Europeu da Luta Contra a Obesidade. Carlos Oliveira, presidente da Adexo - Associação de Doentes Obesos e Ex Obesos de Portugal comenta que apesar de se estar a apostar na prevenção “é preciso dar passos maiores”.

"A prevenção da obesidade não pode ser feita como no tabaco"
Notícias ao Minuto

08:40 - 20/05/17 por Vânia Marinho

Lifestyle Obesidade

O 24.º Congresso Europeu de Obesidade, que decorreu de 18 a 20 de maio na Alfândega do Porto, e o Dia Nacional e Europeu da Luta Contra a Obesidade trouxeram o tema para a ordem do dia.

Foram revelados vários estudos e os principais destaques indicam que em Portugal quase metade da população apresenta excesso de peso; cerca de 1,4 milhões de adultos são considerados obesos; e um em cada dez rapazes portugueses de 11 anos tem obesidade.

Quando questionado sobre a prevenção, Carlos Oliveira, presidente da Adexo - Associação de Doentes Obesos e Ex Obesos de Portugal comenta: “Está a apostar-se na prevenção, o problema é que a prevenção nesta área [obesidade] não pode ser feita como em muitas outras, não pode ser como no tabaco em que se proíbe uma série de coisas.”

“Temos de ser realistas. Nós sabemos que quando há uma crise financeira como a que aconteceu no mundo inteiro, e no nosso país em particular, as pessoas com menos capacidade financeira conseguem chegar àquela comida que é mais calórica, que é menos nutritiva e que faz pior, porque é mais barata.”

Fazendo alusão à taxação de refrigerantes e bebidas açucaradas, o presidente da Adexo refere que “fazer prevenção não pode passar por taxar a comida não saudável. Ok, taxem essa comida, mas retirem as taxas à comida saudável.”

“É necessário que vejam o preço dos vegetais hoje. (...) Está caríssimo. Não é tão barato como se diz. Por outro lado, nas grandes cidades as pessoas têm muito pouco tempo porque têm o tempo ocupado com o trabalho, com os transportes, etc, e, cansados, vão naquilo que é mais fácil. E o que é que é mais fácil? A comida pré-feita, normalmente carregada de gordura, que também é mais barata.”

O presidente da Adexo diz que a prevenção tem surtido um efeito relativamente bom nas escolas, “no entanto isto não é suficiente. É necessário alterar os padrões das cantinas escolares e não por recomendação, porque o que existe atualmente é uma recomendação às cantinas, é por imposição. As cantinas têm de passar a ter alimentação que seja atrativa para os miúdos, mas simultaneamente saudável e envolver os miúdos para eles saberem o que é que são os alimentos.”

“A prevenção passa por isto tudo e por uma educação aos pais, porque não se pode estar a fazer prevenção nas escolas e depois os pais mandam a criança com um lanche de batatas fritas ou bolos. As pessoas têm de perceber que se gostam realmente das suas crianças, têm de as ajudar a não evoluir neste sentido [da obesidade]”.

Por fim, conclui Carlos Oliveira, “tem de se dar passos maiores, tem de haver um conjunto de entidades públicas envolvidas porque as associações sozinhas não conseguem chegar a toda a gente, enquanto o Governo consegue.”

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