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Dia Internacional do Preservativo. Quando e porquê usar

A data é celebrada este sábado e tem como objetivo alertar para os riscos do sexo desprotegido. E para que não restem dúvidas da sua importância, o Lifestyle ao Minuto tem aqui as respostas para as dúvidas mais comuns acerca do preservativo.

Dia Internacional do Preservativo. Quando e porquê usar
Notícias ao Minuto

09:00 - 13/02/16 por Daniela Costa Teixeira

Lifestyle Cuidados

Proteja o seu amor. Proteja a sua saúde. Proteja-se a si e aos outros. Este poderia ser o mote de uma campanha pelo sexo seguro, mas não. É nada mais do que uma chamada de atenção naquele que é o Dia Internacional do Preservativo, data que traz ao centro das atenções a importância do uso deste método de contraceção e de proteção.

O Lifestyle ao Minuto conversou com a médica Paula Pereira e com a presidente da Sociedade Portuguesa de Contraceção (SPDC), Teresa Bomba, e tem aqui as respostas para as dúvidas mais comuns acerca do preservativo.

O que é e de que é feito

No leque de preservativos, existe o masculino – uma proteção flexível, desenhada para ser usada no pénis em erecção e que pode ser de látex ou de poliuretano – e o feminino – que tem a forma de um tubo, é feito à base de nitrilo (substância semelhante ao látex) e tem um anel em cada uma das extremidades.

O preservativo feminino, ainda desconhecido para muitos, “é colocado no interior da vagina, pode ser inserido até oito horas antes da relação sexual e não deve ser utilizado em simultâneo com o preservativo masculino, porque o atrito causado pelos dois preservativos poderá fazer com que estes se rompam mais facilmente”, lê-se no site da Associação para o Planeamento da Família (APF), que explica ainda que “depois da ejaculação, o preservativo retém o esperma, prevenindo o contacto com colo do útero, evitando a gravidez”.

Porquê usar?

Preservativo é ‘sinónimo’ de sexo seguro. Tanto o preservativo masculino como o feminino são seguros na hora de proteger as pessoas envolvidas na relação sexual, seja das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), seja da gravidez indesejada. Neste último caso, diz o site da APF, o preservativo feminino deve ser utilizado em simultâneo com outro método contracetivo (pílula, DIU, implante, adesivo, etc.)

Para a médica Paula Pereira, do Hospital Lusíadas Porto, o preservativo “deve ser usado por causa do risco das doenças sexualmente transmissíveis, funcionando como uma barreira que inibe a transmissão”.

Quanto a grupos de risco, a médica de Medicina Interna não tem dúvidas: “em risco estamos todos, todos que têm atividade sexual”, mas o risco “é maior” quando o ato é praticado com “pessoas desconhecidas”. Esta ideia vai ao encontro da posição defendida pela presidente da Sociedade Portuguesa de Contraceção (SPDC) Teresa Bombas, que defende que “a idade do grupo de risco já não existe, existem sim homens e mulheres em circunstâncias das suas vidas que podem ter relações sexuais de risco”.

“Os jovens, em geral, são o grupo etário com relações menos duradoras e com mais parceiros pelo que o uso de preservativo deve ser promovido. No entanto, não devemos apenas sensibilizar os jovens para a importância da prevenção das infeções de transmissão sexual, mas sim todas a população sexualmente ativa”, alerta Teresa Bombas.

Após uma relação sexual de risco, por exemplo, com uma pessoa desconhecida e sem o uso de preservativo, os envolvidos não devem hesitar em visitar um médico. “Se acham que a relação foi de risco e não foi usado o preservativo, devem consultar um médico. Nessa altura, saberá o que fazer tendo em conta a circunstância em que o ato foi praticado”, explica a médica em declarações ao Lifestyle ao Minuto

E qual o melhor conselho a dar? “Usem e abusem do preservativo”, frisa a doutora Paula Pereira.

O uso do preservativo em Portugal

Um estudo da Sociedade Portuguesa de Contraceção (SPDC) e da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), realizado no ano passado, concluiu que 94,1% das mulheres inquiridas eram utilizadoras de contraceção em Portugal.

“Relativamente ao 4.º Inquérito Nacional de Saúde, realizado em 2005, verificou-se um aumento da prevalência do uso de contraceção de 9%”, revela por email a presidente da SPDC, Teresa Bombas.

Tendo-se focado no universo feminino (representado por mulheres entre os 15 e os 49 anos), o estudo português notou que “a pilula é o método mais utilizado pelas mulheres (58%), seguido do preservativo (14%) e do Dispositivo/Sistema intrauterino (12%)”.

Ao Lifestyle ao Minuto, Teresa Bombas destaca que “o preservativo é utilizado por 14% da população isoladamente e em 8% associado a outro método de contraceção. O preservativo é utilizado predominantemente pelas mulheres mais jovens”.

Entre o estudo de 2005 e este último verificou-se “uma mesma prevalência do uso de preservativo isoladamente, mas um aumento do uso do método em associação com outro”. Ou seja, no estudo em referência, “das mulheres que usam preservativo, a maioria pensa no uso do preservativo simultaneamente como contraceção e como proteção de uma infeção de transmissão sexual (80%)”.

Em Portugal, as mulheres mais velhas assumem “com maior frequência” o efeito do preservativo enquanto contracetivo (35% no grupo 40-49 anos usa preservativo com objetivo contracetivo em exclusivo). No caso das mulheres mais jovens, estas “associam o efeito contracetivo e de proteção” (92% no grupo entre os 15 e os 19 anos usam preservativo com um duplo objetivo).

Quando questionada acerca do papel das escolas na sensibilização da importância do uso do preservativo, Teresa Bombas diz que “é com surpresa e muita preocupação que verificámos que o Ministério da Educação não incluiu a contraceção e as infeções de transmissão sexual (IST) nas novas Metas Curriculares das Ciências Naturais do 9.º Ano que entram em vigor no corrente ano letivo 2015/2016”, salientando que “também os dados nacionais (‘HBSC/OMS: Health Behaviour in School-Aged Children’) apontam para o facto de os jovens com educação sexual tenderem a ter comportamentos mais seguros (usam mais contraceção, têm menos frequentemente relações sexuais sob o efeito de álcool ou drogas)”.

Quanto ao uso do preservativo pelos casais portugueses, a presidente da SPDC diz que “não existe uma regra baseada na idade”. “Se o casal escolheu o preservativo como método de contraceção, só o deve deixar quando pretende uma gravidez, se escolheu o preservativo também como método de proteção de uma doença sexualmente transmissível, deve mantê-lo sempre”, frisa.

O que se tem feito para melhorar o preservativo (e incentivar o seu uso)

Este ano, uma equipa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, diz ter criado o preservativo que dará mais prazer, sem que deixe de proteger contra doenças sexualmente transmissíveis.

Financiado pela Fundação Bill Gates, o novo preservativo contém uma substância gelatinosa reforçada com antioxidantes que atacam contra o vírus VHI caso o preservativo rompa, lê-se na BBC, que salienta o facto de este engenho “estimular as terminações nervosas” e, por isso, oferecer uma maior sensação de prazer sexual.

No verão de 2015, um grupo de adolescentes ingleses criou um preservativo que muda de cor quando entra em contacto com Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). A invenção sagrou-se vencedora na categoria Saúde do TeenTech Awards, em Londres, na Inglaterra.

O preservativo a que os jovens de 13 e 14 anos deram o nome de 'S.T.EYE' contém uma fina camada cheia de moléculas que mudam de cor ao se depararem com os diferentes os diferentes vírus. 

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