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Posição de Portugal em Cimeira é questão de princípio, não radical

O ministro do Ambiente comentou hoje, em Bruxelas, que a reivindicação de Portugal de ver incluídas metas vinculativas sobre interligações num acordo da UE sobre Energia e Clima é mais que justificada, e não uma posição negocial "radical".

Posição de Portugal em Cimeira é questão de princípio, não radical
Notícias ao Minuto

17:31 - 23/10/14 por Lusa

Economia Moreira da Silva

Falando à imprensa à margem do Conselho Europeu iniciado hoje à tarde em Bruxelas, Jorge Moreira da Silva reiterou que "o tema das interligações é decisivo, e um acordo sobre clima e energia terá de uma forma decisiva que incluir as interligações", sustentando que esta posição de Portugal "não é matéria anunciada há um ou dois dias", mas do conhecimento dos parceiros europeus "há mais de um ano e meio".

"Um acordo sobre clima e energia que não inclua de uma forma decisiva as interligações não poderá contar com o apoio de Portugal como tem sido dito há muitos meses e repetido nos últimos dias", afirmou, referindo-se à inclusão de metas vinculativas não só no domínio da eficiência energética, emissões de CO2 e energias renováveis, mas também numa quarta área, a das interligações, onde, apontou, Portugal e Espanha estão em clara desvantagem relativamente a outros Estados-membros.

"Quando olhamos para os outros países, verificamos que 80% dos países europeus têm hoje níveis de interligações superiores a 30%, o que significa que Portugal, quando defende metas de interligações vinculativas de 15% (para 2030, e de 10% para 2020) não está a assumir nenhuma posição radical, voluntarista", mas sim a defender uma medida que é também importante para a Europa, e que estava prevista desde 2002.

O ministro apontou que "não é aceitável" que o nível de interligações de Portugal e Espanha se situe atualmente nos 1,5%, quando em 2002 foi prometida uma meta de 10%, pelo que "este Conselho deve resgatar a meta falhada" de 10%.

"Depois de muitos países terem beneficiado das redes elétricas para exportarem a sua energia, Portugal e Espanha não devem estar impedidos de, num momento em que a Europa precisa de reduzir os seus custos energéticos, poder exportar eletricidade renovável, mas também poder importar fontes de energia de outros países que podem permitir reduzir o nosso custo de abastecimento aos cidadãos", disse, acrescentando que esta é, então "uma questão de princípio".

"Se queremos um mercado interno de energia, esse mercado não pode terminar nos Pirinéus", concluiu.

Os líderes da União Europeia iniciaram, hoje à tarde, em Bruxelas, um Conselho Europeu com vista a chegar a acordo sobre políticas energéticas e climáticas até 2030, que Portugal só apoiará se forem acauteladas as suas reivindicações, como já indicara na véspera o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

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