A dívida soberana da Argentina está novamente sob foco internacional depois de uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos.
A decisão é o culminar de uma década de imbróglio jurídico, recorda o The Guardian, que adianta que a segunda maior economia da América do Sul, que entrou em bancarrota em 2001, volta a ter decisões difíceis para tomar.
O tribunal norte-americano decidiu que a Argentina tem de pagar aos investidores, sobretudo fundos especulativos, que rejeitaram a reestruturação da dívida aceite na altura por mais de 90% dos credores. Em causa estarão cerca de 900 milhões de dólares que, se não forem pagos, poderão impedir a Argentina de aceder ao sistema financeiro norte-americano para amortizar, no final deste mês, obrigações soberanas em igual montante – uma situação que pdoeria colocar o país sob novo risco de bancarrota
Numa declaração ao país, Cristina Fernández de Kirchner considerou a decisão uma “extorsão”, acrescentando que o país “quer honrar a dívida” e que é isso mesmo que fará.
Segundo o Washington Post, o bilionário Paul Singer é um dos principais investidores a ter litigado contra o Estado argentino. Paul Singer e outros investidores defenderam desde sempre que o país tinha condições para pagar a totalidade da dívida, apesar da bancarrota da Argentina.